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ARGÉLIA
2017-03-02
A aventura de trabalhar na Argélia

Quando em janeiro de 2015 aterrei em Argel pela primeira vez, a muita informação que julgava ter sobre este país diluiu-se em menos de nada. Desde o primeiro segundo que este desafio no Magrebe tem-me feito reaprender muito sobre a vida, já que o encontro é imediato com uma cultura em toda a linha diferente daquela que me habituei a viver.

Em síntese, a Argélia não é um país que oferece a diversidade e a pluriculturalidade a que estava habituado em Portugal ou em Paris, mas com uma boa dose de capacidade de adaptação, uma mentalidade positiva, e apesar de algum risco, a vivência neste país torna-se agradável.

Cheguei a Argel para trabalhar na COBA, a mais antiga e prestigiada empresa portuguesa instalada na Argélia, onde está desde 1978. Este historial facilita em toda a linha o desenrolar dos acontecimentos por terras do Magrebe.

Um expatriado na Argélia pode optar pela resignação e conformar-se a um registo entre o trabalho e casa, ou pode, como foi o meu caso, transportar – na medida do possível – o estilo de vida europeu e introduzir-se na vida social ativa da Argélia, que peca por não ser muito diversa, mas é aceitável. Aqui os restaurantes mais caros são por norma de qualidade, e existem alguns bares que começam a apresentar características europeias, sendo o mais badalado de Argel gerido por portugueses (quem mais podia ser?!).

Entre várias características próprias de um país com fortíssima presença árabe na sua essência cultural e religiosa, uma das rotinas que me faz falta é a de uma cerveja fresca ao fim do dia numa qualquer esplanada portuguesa com um petisco característico, já que aqui o consumo de álcool não sendo proibido por lei, é-o a nível religioso. Isso condiciona na totalidade a presença de bebidas com álcool em espaços públicos, embora as mesmas sejam servidas em alguns bares e restaurantes, que eu naturalmente já conheço na sua grande maioria. 

No momento em que escrevo este texto, o Ramadão está prestes a começar. Pelo que me contam, todos os restaurantes fecham e os serviços trabalham com muitas limitações, porque muita gente entra de férias. Em compensação, parece que os períodos de lazer se tornam mais animados.

Não arrisco antecipar, mais do que isto, como será coincidir com tal momento pela primeira vez num país muçulmano, porque corro o risco de que novamente a informação que julgo ter se dilua em menos de nada. Vai ser mais um desafio, como o tem sido toda esta experiência, que para mim era inimaginável.

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