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Foto Discurso Direto
FRANÇA
2017-07-14
Num ano em França, tudo mudou!

“Muita coisa aconteceu” desde que, em junho de 2015, Rita Sarmento partiu de Chaves para Dieppe, para dar seguimento à carreira como fisioterapeuta. A partir de Paris, onde agora vive, a flaviense de 26 anos conta à Revista PORT.COM como se adaptou.

Saudade é a palavra mais presente na minha vida. Como menina dos papás, da cidade, do país e de tantas outras coisas que sempre fui, a tristeza invadiu-me a alma no momento de deixar tudo e todos. 

Sou apenas mais uma que, por mil motivos, decidiu emigrar. Já há muitos anos que os mais próximos sabiam que um dia tencionava fazê-lo. Apesar de ter adiado este plano ao tentar no meu maravilhoso país, infelizmente o que ele me proporcionou não correspondia aos planos que eu tinha para o meu futuro: Crescimento, estabilidade monetária, estabilidade emocional.

Pensava eu, após tantos anos de convicção, que estaria minimamente preparada, apesar da consciência que não seria fácil. Mentira! De facto, constatei que não estava de todo preparada. Após um curso de francês e de todos os documentos traduzidos, encontrar um bom trabalho não foi difícil, a adaptação à língua e às pessoas também não. O difícil foi as burocracias, a maneira deste meu novo país tratar dos assuntos.

Foram muitos cafés no famoso McDonald’s para ter internet e assim “atenuar” a saudade da minha gente. No meio de tudo sou uma sortuda. Tenho família, ainda que não direta, por perto. Foram e são por vezes o meu refúgio.

Num ano, muita coisa aconteceu. Exerci a minha paixão, a fisioterapia. Morei em duas cidades bem distintas, uma linda cidade na Normandia, Dieppe, e agora na mágica cidade do amor que eu tanto amo, Paris. 

Conheci muita gente, de várias nacionalidades. Reencontrei e reaproximei-me de amizades antigas, principalmente colegas da universidade.

Aqui tudo muda. A carência, a saudade, faz com que me aproxime e crie laços com mais facilidade.

Após quatro meses em França, tive a felicidade de receber o meu namorado e começar uma vida a dois. Ambos com trabalho, decidimos então pôr em prática “os planos do futuro”. Começando por casar. Fábio, o meu maior apoio. Com ele divido as alegrias, tristezas, conquistas, frustrações. Tudo se tornou mais fácil.

Num ano, tudo mudou! Um novo país com várias oportunidades, uma nova cultura, casada, com alguma estabilidade monetária, uma nova vida. Bastante feliz até, ainda que incompleta.

Saudade! Sinto saudade todos os dias. Da minha família e amigos principalmente, mas também dos cheiros, paladares, das ruas, montes, mar e dos sorrisos e abraços que são escassos por aqui. 

Espero um dia voltar pois não guardo rancor do meu país. Mas por enquanto este plano fica apenas adiado.

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