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PORTUGAL
2018-05-09
A Oriente nada de novo?

Macau! Ao olharmos hoje para o sucesso do território quem diria que já foi português. Mas, na realidade, se soubermos olhar para a nossa História e dela retirar as necessárias ilações vemos que este caso de sucesso se deve ao facto de “esta pequena pérola” ter cunho lusitano e a obra e o engenho das gentes lusitanas. Em 1999, os chineses perceberam e assimilaram bem esta lição e Macau lá continua na senda próspera, hoje não nossa, mas alma e ainda pátria de muitos e bons portugueses.

Este exemplo não podia ser mais pródigo nos dias de hoje, nos dias de um Portugal que muitos ainda querem empurrar para um caminho enfermo, de desalento, de comiseração, como se os portugueses existissem por milagre ou complacência divina.

Escrevo estas palavras lembrando-me de uma intervenção do professor Carlos Zorrinho, convidado pelo International Club of Portugal para um dos seus almoços debate e com quem já tive o privilégio de partilhar um espaço de opinião. Foi uma lição de História, mas sobretudo uma lição, clivando entre aqueles que querem partilhar o sucesso e os que preferem morrer na praia. E não foi um mero exercício académico, mas sim um apontar de caminhos e soluções objetivas para um caminho de sucesso, como tantos outros, que os portugueses já mostraram ser capazes de conseguir trilhar. Como ironizava Carlos Zorrinho, se olharmos para todos os indicadores – e situemo-nos na altura destas palavras há alguns anos atrás - Portugal é um país inviável e aí, pelo menos, já temos nós, os portugueses, uma característica intrínseca de sucesso que nos distingue de todos os outros: somos o único povo capaz de tornar viável um país inviável e já o fazemos há 800 anos.

Este contexto arrasta-me para o muito que tenho escrito sob o genérico título “Haja quem faça”, enaltecendo todos aqueles que empreendem, que revelam coragem, que rasgam pela criatividade, pela inovação e não se deixam atolar pelo seguidismo da mediocridade vigente. E sempre citei, a título deste exemplo, a determinação mostrada por homens como Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo ou Rui Nabeiro, entre muitos outros, contrapondo com algo que sempre me deixou ainda mais apreensivo: que este país tem muito mais “forças de bloqueio” do que alguma vez poderíamos imaginar.

E este é o perigo real que nos espreita. É termos quem não deixe e não queira deixar fazer. Porque pensa pequenino, porque não tem capacidade para arriscar, porque o querer perpetuar de regalias (muitas vezes menores) o inibe de empreender, de arriscar com medo de falhar. Porquê arriscar quando é mais confortável desculpar? Com a crise, com a conjuntura, com o que seja.

É aqui que os portugueses têm, de vez, de fazer uma opção: apostar em pessoas, independentemente da sua filiação, que não só façam como criem as condições para pudermos continuar a fazer deste País um caso de sucesso. E muitos destes bons exemplos podemos ir buscar lá fora, aos nossos emigrantes, às nossas comunidades espalhadas por esse mundo fora. Bem hajam!

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