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PORTUGAL
2018-06-06
Portugal Maior

All aboard! O mote foi para o Festival da Eurovisão, mas poderia ser para um “embarquem neste país icónico” numa experiência sem precedentes. A verdade é que, 20 anos depois de uma também icónica montra portuguesa para o mundo, como foi, na Expo 98, a consagração dos Oceanos, só no festival da canção 200 milhões de pessoas reviram-se no pequeno retângulo à beira mar plantado.

E os portugueses souberam estar à altura do desafio, não fosse este já considerado o melhor espetáculo da longa carreira da Eurovisão, com o fado a dar o mote e a diáspora a enaltecer a cultura e a língua portuguesas, fechando-se esse momento alto com Salvador e Caetano Veloso em palco.

Portugal e os portugueses vivem hoje um ciclo de expansão como há muito não havia memória. Há pouco mais de dois anos, as caravelas zarparam novamente e bolinam hoje em todas as direções numa renovada afirmação deste Portugal Maior. Em 2016 fomos campeões europeus de futebol - vergando uma soberba França para gaudio dos nossos emigrantes e lusodescendentes que vivem no país – e continuámos a senda de sucesso em muitas outras modalidades. Fátima, ícone do culto Mariano, renovou a Fé dos milhões de católicos de todo o mundo quando, no ano passado, o Papa canonizou os pastorinhos por ocasião do Centenário das Aparições. E Portugal de novo no centro do mundo.

Politicamente, foi também este pequeno país europeu, embora pejorativamente rotulado de periférico que, saído de uma profunda crise que atingiu igualmente toda essa sua Europa, bateu o pé às políticas institucionalizadas de Bruxelas e impôs o seu modelo de recuperação económica (já assumido como um case study) numa cátedra de poderes políticos, até então, muito conservadora e avessa à mudança. A tal ponto que hoje o presidente do Eurogrupo é, tão só, o ministro das finanças português. Mas, o impacto não ficou aquém-fronteiras e, noutras terras, os próprios responsáveis do Fundo Monetário Internacional tiveram de se render às evidências portuguesas. Essas mesmas terras onde também um português, de seu nome António Guterres, passou a gerir os destinos da mais alta instância política internacional: a ONU. Nações Unidas onde também, em breve, predominará oficialmente a língua de Camões que já por terras de Tio Sam é bem significativa. Tanto mais que, este ano, na senda do que já vem fazendo, o Presidente escolheu precisamente a Costa Leste dos Estados Unidos para assinalar as comemorações oficiais do 10 de Junho.

É este Portugal dos pequenitos (que também o temos em Coimbra) que hoje se voltou a afirmar maior no mundo. E “não veio, mas sim voltou” é o termo certo, deixando-se aqui o desafio de algum historiador poder vir a estabelecer o friso ou o ciclo cronológico dos momentos impactantes do papel de Portugal no mundo e na História da Humanidade.

E fechámos o ciclo. Já não é só a nossa capacidade de afirmação lá fora e nos mais variados domínios, no desporto, na cultura, na ciência, como é também a nossa recetividade cá dentro, dentro de um país hospitaleiro, rico nas suas tradições, paisagens e costumes, rico nas suas gentes, o qual todos, de repente, parecem querer descobrir, experimentar ou escolher como destino para viver.

Talvez agora saibamos também dar mais valor aos milhares e milhares de emigrantes portugueses que, ao longo de décadas, tomaram este desígnio por seu: o orgulho de ser português.

OPINIÃO
A Santa Casa da Misericórdia de Paris
Daniel Bastos
Historiador
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
José Cesário
Deputado
Ser português fora é ter Portugal dentro
Isabelle Coelho-Marques
Presidente da NYPALC
DISCURSO DIRETO
Portugal Maior
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
«Português é uma língua com valor universal»
Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões
PORTUGAL
«A China está pronta para nos acolher»
José Augusto Duarte, Embaixador de Portugal na China
CHINA
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