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2018-09-29
«Adega Mayor representa uma aposta de crescimento»

Em conversa com a PORT.COM, Rita Nabeiro falou-nos daquela que foi a primeira adega de autor do país, do sonho do seu avô e dos projetos futuros num setor que tem superado as perspetivas de crescimento como é o caso do enoturismo.

Porque nasceu o projeto Adega Mayor?

Este projeto nasceu de um sonho antigo do meu avô, fruto da sua grande paixão pelos vinhos e por Campo Maior, terra que antigamente tinha uma cultura vitivinícola muito presente, mas que se foi perdendo com a passagem do tempo. De forma a inverter essa tendência, em 1997, o Grupo Nabeiro iniciou a plantação das primeiras vinhas na Herdade da Godinha e, três anos mais tarde, na Herdade das Argamassas.

Em 2007 inauguraria a Adega Mayor, desenhada pela mão do arquiteto Siza Vieira, que se tornaria a primeira adega de autor do país, reforçando o caráter pioneiro do Grupo Nabeiro e criando simultaneamente mais riqueza para a região.

 

Tem havido em Portugal uma aposta nesta conciliação entre turismo e vinicultura. Acha que é uma aposta ganha? Existe ainda bastante potencial de crescimento?

O Enoturismo é uma área que se encontra em expansão em Portugal, motivo pelo qual proporciona boas oportunidades de investimento e de alargamento da nossa oferta. O enoturismo tem superado as expectativas de crescimento e em 2016 mais de 2 milhões de turistas visitaram pontos enoturísticos em Portugal.

Acrescido a isso, o facto de a Adega Mayor ser uma adega de autor, para além de atrair uma tipologia de visitante bastante diversificada, potencia também a atração de visitantes para o interior, descentralizando a oferta turística, ao mesmo tempo que contribuí para a criação de valor da nossa região.

A nível do perfil os nossos visitantes são muito distintos: desde estudantes, sejam eles de arquitetura ou do ensino básico e secundário, amantes do vinho, turistas e passantes. Procuram-nos pois querem conhecer a Adega Mayor enquanto empresa produtora de vinho e enquanto projeto arquitetónico.

Contudo, achamos que ainda existe muito espaço para crescer, nomeadamente através da criação de experiências diferenciadoras e agregadoras de valor para diferentes parceiros. Atualmente, a nossa oferta é centrada na experiência do vinho com visitas guiadas e provas de vinho, simples ou com tapas. Temos também uma série de atividades complementares como os workshops de vinho, passeios pedestres, de BTT, provas de orientação, experiências de vindima, ações team building, voos de balão e passeios de barco na Barragem do Caia.

Na altura da colheita temos disponível a experiência de vindima, onde os participantes podem viver um dia diferente e ser enólogos por um dia.

Por fim, este é um setor em crescimento, que acrescenta valor à oferta do nosso país e que permite descentralizar o turismo, até hoje muito situado no litoral do país, nomeadamente nos centros urbanos e nas zonas fluviais.

 

Como se enquadra o projeto Adega Mayor na estratégia do grupo?

Importa sublinhar que a Adega Mayor, além do prestígio que aporta para o Grupo, representa uma aposta de crescimento num setor estratégico (vinhos e azeites). Simultaneamente, complementa a oferta de produtos representados pelo Grupo Nabeiro que hoje, para além do café, já tem cervejas, sumos, chás, água, entre outros.

Através de equipas comerciais próprias, quer no mercado nacional, quer internacional, o Grupo Nabeiro consegue desenvolver um trabalho de proximidade com os nossos clientes. Não obstante, existem mercados e clientes que consideramos estratégicos para a Adega Mayor e, como tal, a presença por vezes é feita de forma independente.

Por outro lado, do ponto de vista da oferta turística, temos vindo a estabelecer sinergias com outras unidades do grupo, como o Centro de Ciência do Café e outras entidades hoteleiras, nomeadamente o Hotel Sta. Beatriz e respetivo restaurante.

 

Está previsto haver diversificação para mais áreas de investimento?

Apostar em estratégias de inovação que passem pela diversidade é essencial para o crescimento sustentável de qualquer marca ou empresa. Como tal, achámos que era um passo natural e necessário a ampliação e desenvolvimento do nosso portfólio, quer enoturístico, quer de produtos para 2019.

Desta forma, a Adega Mayor irá complementar a sua oferta com o alargamento das gamas de azeite e vinho, assim como aumentar o âmbito atual do Grupo com um projeto paralelo, que irá comportar uma experiência de alojamento rural.

Com abertura prevista para o último trimestre de 2018, os Adaens são um projeto de turismo rural que se situa em Campo Maior, na herdade das Argamassas e a uma curta distância da Delta Cafés. Está inserido numa zona de paisagem de grande beleza natural e conta com pormenores irreverentes e harmoniosos, onde a aprendizagem e o contacto com a natureza se fundem com o lazer.

Contará com uma oferta de alojamento diferenciada, uma quinta pedagógica, um centro de interpretação do mel, restaurante, caravanismo e muitas outras atividades. E, desta forma, permitirá uma maior retenção dos visitantes em Campo Maior, ao mesmo tempo que proporciona uma experiência imersiva no Alentejo.

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