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PORTUGAL
2018-10-02
Macau, ponto focal do comércio Portugal-China

As relações económicas e comerciais bilaterais entre Portugal e a China conheceram, nos últimos anos, um notável crescimento. No ano passado, o comércio bilateral evoluiu de forma muito favorável, com as exportações a crescer 25% e as importações a aumentar 13%.

No primeiro semestre de 2018, o valor das exportações atingiu 313 milhões de euros, enquanto as importações ultrapassaram os mil milhões de euros, números com que os navegadores portugueses e os mercadores chineses não se atreveriam a sonhar no arranque das parcerias comerciais em meados do Século XVI.

Hoje, Portugal conta com cerca de 1.150 empresas dos mais variados setores que exportam para a China, que era no final de 2017 o 11.º cliente das exportações de mercadorias nacionais.

Já o ‘stock’ de investimento chinês em Portugal está atualmente estimado em 10 mil milhões de euros, com importantes empresas públicas e privadas do gigante oriental a marcarem presença em setores como a energia, a banca e os seguros, ou a saúde.

E setores como a aeronáutica, agricultura e pescas, automóvel, materiais de construção, tecnologias, minas, moldes, construção naval, indústria química, papel, energias renováveis e têxtil poderão abrir novas rotas da seda.

Além da ligação aérea direta entre Lisboa e Pequim, encarregue pelo transporte de mais de 80 mil passageiros no seu ano de estreia (entre julho de 2017 e julho de 2018), o Porto de Sines pode dar abrigo a um novo caminho marítimo entre a Europa e a Ásia.

No turismo também há ótimas notícias, com Portugal a receber 257 mil turistas chineses em 2017, mais 41% do que no ano anterior!

Tal como acontece com as relações económicas luso-chinesas, também os fluxos comerciais entre Portugal e Macau têm-se intensificado nos últimos anos (mais do que duplicaram entre 2010 e 2015), com os produtos alimentares em destaque, mas com um crescimento sólido de outros setores, como as máquinas, o material elétrico, os medicamentos e os serviços.

Este bom momento nas relações económicas e comerciais de Portugal com a China e com Macau pode ser reforçado, através da diversificação em áreas como as energias renováveis, o setor financeiro, a cooperação marítima e ambiental, o apoio ao empreendedorismo e à inovação, e o turismo, sem esquecer o setor agroalimentar.

Dei conta disso mesmo nas duas ocasiões (novembro de 2017 e junho de 2018) em que tive a honra de receber no Ministério da Economia, em Lisboa, a Vice-Ministra do Comércio da República Popular da China, Senhora Gao Yan, que é a responsável pelos assuntos do Fórum Macau.

Isto, depois de já ter participado na 21.ª Feira Internacional de Macau, em outubro de 2016, em representação do Governo português.

Destaco também a abertura existente relativamente à exploração de novas formas de cooperação entre Portugal e a China, em campos como a capacitação e troca de boas práticas entre as Administrações Públicas e ao nível das associações setoriais.

Os protocolos de cooperação nas áreas da supervisão do mercado de capitais e da defesa do consumidor, ou no campo do comércio eletrónico e da Economia Digital, são bons exemplos desta parceria.

Macau é hoje, indiscutivelmente, uma importante plataforma comercial e de serviços, a base por excelência das relações entre Portugal e a China, mas também uma ponte privilegiada de ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP).

Desde a sua criação em 2003, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os PLP (Fórum Macau) tem dado frutos, traduzidos nas estatísticas dos Serviços da Alfândega da China que mostram que as trocas comerciais entre ambas as partes atingiram os 100 mil milhões de euros em 2017, um crescimento de 30% face ao ano anterior.

Por falar em língua portuguesa, que vai a caminho dos 300 milhões de falantes, reza a história que os primeiros versos dos Lusíadas foram escritos pelo génio de Luís de Camões precisamente… em Macau.

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