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2018-12-04
Quo Vadis?

O grande engodo comunicacional que Portugal vive há mais de uma década está prestes a rebentar. A bolha vai estilhaçar tudo e todos, mas os principais culpados são todos os portugueses, somos nós.

A Democracia plena constrói-se na participação, não na informação ou na comunicação. Mais acesso, mais informação, mais liberdade de expressão, não significa melhor informação, mas, via da regra, mais espaço para manipulação. O espetáculo, o mediatismo, o aqui a agora, destroem o espaço público, destroem a capacidade de mediação de o indivíduo racionalizar e exploram a sua vulnerabilidade. 

A “verdade dos media” é a verdade tout court. A política já não vive fora do mediatismo, até porque esse era incontornável, (mas não insubstituível). Os políticos não conhecem os eleitores, os eleitores não sabem quem são os políticos. Apreendem apenas a realidade do grande ecrã e o filtro não é necessariamente isento. Da política espetáculo já estamos muito próximo do espetáculo da política. Tudo se constrói em torno do espaço mediático, do palco, como se de um live show se tratasse. E assim, em questões menores, discussões estéreis, chantagens diplomáticas, proliferação de análises e analistas que tentam interpretar o que os políticos dizem – pois estes já não falam no espaço comum em que os cidadãos os possam compreender – se vão escondendo as realidades ou melhor se têm vindo a esconder as realidades deste país e o seu atraso estrutural.

Só que hoje já não é só a política. É a política, é o desporto, é a vida social, são os casamentos em direto, são horas a fio de emissão televisiva em que o protagonista é a porta da casa de um dirigente desportivo qualquer, são horas a fio de exploração da morte enquanto reality show servida numa bandeja mediática sobre a qual – mais com o advento de novos canais de comunicação - já se perdeu o controlo ético e de veracidade. Mas mais preocupante é que muitos dos denominados media tradicionais já alinharam por este diapasão. O Brasil pode ser um exemplo recente desta nova realidade, mas Portugal corre o risco de se tornar um doente endémico.

Se hoje olharmos para os anos da Troika, não foi a crise que colocou o país em coma, mas sim o estado debilitado da Nação que COMUNICACIONALMENTE aparentava uma saúde de ferro.

Quantas fragilidades, perversidades, falsidades ou ilegalidades pode este COMUNICACIONALMENTE vir a esconder no nosso País. Fica aqui o alerta pois o tema merece certamente reflexão.

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