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2019-03-06
Felicidade? Lusodescendentes em Nova Iorque

Quando estive a trabalhar no Estado de Nova Iorque, na década de 70, vivia no Sul de Manhattan. A labuta era intensa. Às sextas saía às 17H00 e todas as semanas passeava até ao anoitecer nalguns dos bairros mais modestos e jantava por lá. Foi quando comecei a descobrir os ótimos bares e restaurantes de portugueses ou dos seus filhos. Lá recebia dicas de lojas e serviços dos seus compatriotas e amigos.

Comecei a passar as manhãs de sábado em New Jersey, a falar português e a comprar tudo a bons preços. Falaram-me de um snack-bar com jazz, em Greenwich Village, que passei a frequentar nas noites de sábado. Por lá descobri a saborosa gastronomia lusa e os fenomenais vinhos com características tão distintas quanto os do Alentejo, Dão, Douro, Minho. Muito melhores do que os de Nappa Valley, californianos, dos bares americanos.

Os escanções ou empregados de mesa tinham enorme paciência comigo, com todos os outros e explicavam porque é que a harmonização entre o prato e o copo era tão importante para desfrutar da arte do bem-viver e bem-comer. O que aprendi lá motivou-me a fazer um curso de escanção que me levou a, mais tarde, escrever sobre vinhos e sabores lusos na revista da Associação Brasileira de Sommeliers e na sueca Ljuva Livet.

A simpatia e a hospitalidade daqueles portugueses marcaram-me. Indagavam se eu conhecia um irmão no Rio, um primo em Malmoe, a prima em Estocolmo. Entusiasmaram também os meus colegas americanos que comecei a levar para lá almoçar e um dia surgiu o convite para um jantar na associação. Mas… o meu patrão enviou-me para outro cliente, em Kentucky.

A arte de ser gentil no atendimento e trabalhar com afinco, que aprendi com os portugueses de Nova Iorque, deixou uma marca indelével na minha forma de ser, a focar mais no trabalho, a ouvir e perceber o positivismo de outros, mas também a relaxar ao sair do trabalho. Saber viver é conviver, compreender outras culturas e outros valores, saber integrá-los. É, não só, somar 2 e 2, mas integrar, elevar a 8, e o 8 deitar para ao infinito chegar.

A partir daí procurei sempre restaurantes e lojas de portugueses nas cidades onde vivi ou fiquei durante algum tempo. Em Brasília, Manaus, Gotemburgo, até em Manila e Nanking. Onde quer que esteja encontro portugueses felizes, que promovem festas e refeições felizes e que me fazem feliz! 

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