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PORTUGAL
2019-08-03
Um eterno e constante devir....

Agosto… o contínuo devir do tempo sucede-se sucessivamente sem cessar e o país volta a receber os milhares e milhares de emigrantes que à boa casa retornam para reencontrar famílias, gentes e costumes, um pouco da sua alma e da sua terra.

Quanta vezes vêm e quantas vezes voltam neste constante devir muitas vezes ignorado por todos exceto por aqueles que lhes são próximos.

Mas este ano será, talvez, diferente. Portugal vai a votos já em outubro e, por força da circunstância, afinal todos se lembram que os nossos emigrantes também votam. E no próximo ato eleitoral espera-se que, fugindo ao tradicional e secular alheamento, muitos mais votem. Até pelas recentes alterações legislativas que o atual governo introduziu – e aí honras lhe sejam feitas - com o recenseamento eleitoral automático para todos os que residem no estrangeiro.

Mas também é verdade que nunca a nossa emigração e a necessidade de reconhecimento e fortalecimento da nossa diáspora se viu tão atenta e protagonizada como nestes últimos anos de governação “à esquerda”.  Não existe aqui nenhuma pretensão de leitura ou consideração política, apenas uma constatação de facto. E, em abono de verdade, uma palavra de reconhecimento ao meritório trabalho que o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, tem desenvolvido em prol das nossas comunidades emigradas e para aproximar Portugal dos portugueses e lusodescendentes que vivem e trabalham no estrangeiro.

Já falei no recenseamento eleitoral, podia falar no recente e primeiro congresso das Redes da Diáspora, nos sucessivos e bem-sucedidos encontros dos Investidores da Diáspora ou em tantas outras ações e iniciativas.

Só espero que tudo isto não se esfume no próximo dia 6 de outubro e que os nossos emigrantes não caiam novamente no sucessivo e constante devir do ir e voltar ignorado por todos exceto por aqueles que lhes são próximos.

Que o poder político neste país, independentemente do seu quadro de referência doutrinária, olhe de vez para os nossos emigrantes com a atenção merecida e com o devido reconhecimento pelo que fazem e pelo contributo que dão na afirmação deste Portugal Maior, aquém e além-fronteiras, muitas vezes com sacrifícios que a maioria de nós não estaria disposto a passar ou a enfrentar.

E, neste contexto embora numa determinante diferente, cumpre-me ainda deixar expressas duas referências de um trabalho que tenho acompanhado: Uma ao Camões, I.P. pelo meritório trabalho que tem desenvolvido nestes últimos anos em prol da Língua e da Cultura portuguesas e outra à secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação pela forma discreta, mas profícua que tem trabalhado na área da cooperação e do desenvolvimento sustentável, não só em África, como em muitas outras partes do mundo.

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