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Revista PORT.COM • 31-Dez-2016
Relembre 2016, um ano em cheio no desporto português



Títulos europeus no futebol, hóquei em patins, atletismo, canoagem e taekwondo, uma medalha olímpica e outras paralímpicas. De Cristiano Ronaldo e Éder, a Telma Monteiro e Patrícia Mamona, recorde as conquistas somadas desde o início do ano prestes a terminar.

O ano 2016 ficou marcado por conquistas extraordinárias para o desporto português. O momento em que Éder rematou para o fundo da baliza francesa, na final do Europeu de futebol, fica eternamente marcado na história, mas também houve conquistas internacionais no judo, hóquei em patins, canoagem e taekwondo. Sem dúvida um ano em cheio.

Portugal chegou ao EURO 2016 quase unanimemente apontado ao segundo leque de equipas com ambições à conquista do título final, atrás da Alemanha, Espanha e da anfitriã França, a par da Bélgica, Inglaterra e Itália. Sofreu para se apurar num grupo no qual a seleção era apontada como favorita, ficando atrás das surpreendentes Hungria e Islândia.

Apesar do começo pouco auspicioso, Fernando Santos disse aos jornalistas que só voltaria a Lisboa após a final. Poucos acreditaram, muitos gracejaram com as declarações do selecionador. Mas as seleções da Croácia, Polónia e País de Gales lá foram sendo sucessivamente eliminadas e o conjunto português apresentou-se na final de Paris.

Quando soou o apito inicial faltavam 109 minutos de jogo para o golo mais importante de todo o futebol português, que valeu a conquista do título mais sonante da mesma história. Tudo isto sem desprimor para os muitos troféus alcançados nas seleções jovens, que este ano celebraram a conquista de mais Europeu de sub-17.

 

Várias medalhas “europeias”, apenas uma olímpica

Tal como é hábito desde há décadas, ano de Europeu de futebol foi também de Jogos Olímpicos. As expetativas em torno da delegação portuguesa eram elevadas, falava-se de potencial para algumas medalhas, mas no final houve apenas… medalha. Uma. De bronze, conquistada por Telma Monteiro, na categoria de -57kg.

Quando se qualificou para o combate de atribuição da medalha, gritou para quem quis ouvir, “Eu vim para ficar”. Uma mostra de determinação inabalável por parte de uma judoca que, aos 30 anos e após uma lesão grave, subiu ao pódio à quarta participação olímpica.

Antes da partida para o Rio de Janeiro, foram vários os atletas portugueses que, na primeira metade do ano, se sagraram campeões da Europa nas respetivas modalidades: no atletismo, Sara Moreira e Patrícia Mamona conquistaram medalhas de ouro nos 10 000 metros e no triplo-salto, em Amesterdão; o canoísta Fernando Pimenta foi a Moscovo terminar em primeiro nas provas individuais nas distâncias de 1 000 e 5 000 metros; Rui Bragança revalidou o título europeu em taekwondo, na categoria -58kgs, em Montreux, Suíça.

 

Paralímpicos banhados a bronze

Mais proveitosa do que a incursão da delegação olímpica ao Brasil foi a dos atletas paralímpicos. Portugal conquistou quatro medalhas, todas de bronze, superando as três conseguidas há quatro anos, em Londres.

As quatro subidas ao pódio foram divididas por duas modalidades: atletismo e boccia. Na primeira, Luís Gonçalves destacou-se na prova de 400 metros para atletas com deficiência visual e Manuel Mendes na maratona para fundistas com deficiência motora.

No boccia, José Macedo ficou em 3.º no torneio individual da categoria BC3, a mesma classificação que foi obtida pela equipa constituída por António Marques, Abílio Valente, Fernando Ferreira e Cristina Gonçalves, em BC1/BC2.

 

Hóquei em patins emula o futebol

O hóquei em patins não é reconhecido como modalidade olímpica, o que o desporto português só pode lamentar, dado o historial vitorioso, que este ano conheceu novos capítulos. A seleção portuguesa sagrou-se campeã da Europa, o que não acontecia há 18 anos.

O 21.º título europeu foi conquistado na condição de seleção-anfitriã, dado que a competição teve lugar em Oliveira de Azeméis. Curiosamente, esta é a mesma cidade em que o hóquei em patins português havia celebrado a última grande conquista, o campeonato do mundo de 2003.

Tal como no futebol, os portugueses chegaram a considerar o triunfo na final como uma tarefa titânica. Não se lesionou o Cristiano Ronaldo da modalidade, mas ao intervalo a Itália vencia por 0-2. Na segunda parte a história foi outra e Portugal acabou por golear o oponente transalpino, por 6-2.

O escalão de sub-20 também registou mais um campeonato da Europa de hóquei de patins, no qual a seleção portuguesa se sagrou igualmente campeã. Curiosamente, o rival derrotado na final foi a mesma Itália, mas por 3-1.

A competição teve lugar em Pully, na Suíça, com a comunidade portuguesa a deslocar-se cronicamente aos jogos dos jovens hoquistas. Com a conquista deste ano, Portugal é agora pentacampeão europeu de sub-20.

 

Benfica conquista tricampeonato, Braga ergue a Taça

No que toca a competições nacionais, os maiores clubes portugueses dividiram entre si as conquistas nas principais modalidades por equipas. O Benfica foi campeão em futebol e hóquei em patins, o Sporting em futsal e o FC Porto em basquetebol. Os portistas venceram também a Volta a Portugal em Bicicleta, tanto a nível individual (pelo ciclista português Rui Vinhas) como por equipas. O ABC de Braga e o Fonte Bastardo, da ilha Terceira, intrometeram-se entre os “Três Grandes”, sagrando-se campeões nacionais de andebol e voleibol, respetivamente.

Mesmo depois de ter visto o treinador Jorge Jesus mudar-se para o rival da Segunda Circular, o Benfica manteve a senda vitoriosa que leva nas últimas épocas futebolísticas, beneficiando dos golos de Jonas e Mitroglou, da criatividade de Gaitán e do despontar de jovens talentos como Ederson, Lindelof e, sobretudo, Renato Sanches.

Para além de superarem o Sporting na corrida ao título nacional, estes jogadores levaram o clube até aos quartos de final da Liga dos Campeões Europeus, caindo apenas aos pés dos “gigantes” do Bayern Munique. Conquistaram ainda mais uma Taça da Liga para o clube encarnado, a 7.ª em nove edições da competição.

A “prova-rainha” do futebol português também foi levantada por um clube pintado de vermelho, mas este mais a norte, o Sporting de Braga. Os minhotos eliminaram o Sporting (que por sua vez já havia derrotado o Benfica) e, na final do Jamor, derrotaram o FC Porto. Os portistas atravessam o maior jejum de títulos futebolísticos desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do clube, em abril de 1982.

Independentemente de rivalidades clubísticas, os portugueses tiveram muitos motivos para se orgulharem dos atletas nacionais desde a última passagem de ano, indiscutivelmente marcante na história do desporto do país.

No calendário para 2017, Cristiano Ronaldo, Telma Monteiro e Patrícia Mamona podem apontar as datas da Taça das Confederações (futebol) e dos mundiais de judo e atletismo. Certamente que os portugueses não se importarão de ter mais um ano em cheio.


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