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Cemitério militar português em França candidato a património da UNESCO
Revista PORT.COM • 02-Fev-2017
Cemitério militar português em França candidato a património da UNESCO



Os primeiros soldados do contingente que Portugal enviou para combater em França, na I Guerra Mundial, chegaram à Flandres faz hoje 100 anos, numa participação sem brilho e que culminou no desastre da Batalha de La Lys.

A delegação francesa da UNESCO confirmou a candidatura a Património Mundial da UNESCO de "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)", na qual se inclui o cemitério militar português de Richebourg.

O cemitério português, no norte de França, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, estava, desde abril de 2014, na "lista indicativa" de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Na "lista indicativa", uma versão prévia à candidatura final, havia um conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra e o cemitério de Richebourg L'Avoué aparecia em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A candidatura, apresentada este ano, só vai ser avaliada no Comité do Património Mundial em julho de 2018.

O cemitério de Richebourg é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1.831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Como "justificação para o valor universal excecional", a versão inicial do projeto - ainda disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas" - explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marcou o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial.


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