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Revista PORT.COM • 18-Mar-2017
Confraria do Arroz defende produto pouco valorizado



Oliveira de Azeméis, onde é tratado 70% do arroz consumido no país, tem agora uma confraria para defender o alimento, que, segundo os fundadores da instituição, é muito pouco valorizado, apesar de integrar toda a gastronomia regional portuguesa.

Promover esse cereal é assim o principal objetivo da Confraria do Arroz e Sabores de Azeméis, que arrancou a sua atividade com 40 membros fundadores, nenhum dos quais ligado à indústria alimentar ou da restauração.

"Fazia todo o sentido ter uma confraria dedicada a este produto em Oliveira de Azeméis, que é a terra portuguesa com o segundo alvará mais antigo para descasque de arroz e o município que atualmente descasca e embala 70% do arroz consumido em Portugal", declarou à Lusa o porta-voz da instituição, Mário Pangaio.

"O arroz está presente em toda a gastronomia portuguesa, de Norte a Sul do país e também nas ilhas, mas a realidade é que é muito pouco valorizado", lamenta o confrade. "Toda a gente diz que há 1001 pratos de bacalhau, mas esquecem-se que de arroz há o mesmo número e, acrescentando-se o arroz branco, já passam logo a ser 1002", realça.

Como a própria designação da confraria indica, essa entidade também está empenhada na promoção de outros sabores de Oliveira de Azeméis, como as papas de S. Miguel, o pão e regueifa de Ul e os zamacóis - até porque muitos dos pratos locais "incluem farinhas que começaram por ser moídas nos mesmos moinhos de água onde se fazia o descasque do arroz".

Mário Pangaio pretende, aliás, realizar no concelho uma recolha de testemunhos que permita preservar para a posteridade as memórias locais relacionadas com a história do arroz, sobretudo no que se refere aos "tempos de ilegalidade da candonga", no século XIX, quando o descasque se fazia de forma clandestina para evitar o pagamento de tributos.

Outro objetivo da confraria é lançar um evento de periodicidade regular para divulgação de pratos e tradições relacionadas com o arroz.

"Em Portugal há festivais gastronómicos em todo o lado e não há um que seja exclusivamente sobre arroz", nota o porta-voz da instituição. "Mas vai deixar de ser assim, garantidamente", conclui.


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