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Governo quer empresas portuguesas a vender no grupo chinês Alibaba
Revista PORT.COM • 04-Jun-2017
Governo quer empresas portuguesas a vender no grupo chinês Alibaba



Produtos de empresas portuguesas poderão ser colocados nas duas principais plataformas online do grupo fundado por Jack Ma.

O secretário de Estado da Internacionalização disse, em Macau, que está a ser preparado um acordo, através da AICEP, para iniciar a venda de produtos de empresas portuguesas em duas plataformas de comércio eletrónico do grupo chinês Alibaba.

Jorge Oliveira disse que o Governo está “através da AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal], a finalizar um acordo com uma entidade portuguesa” e que “o embrião dessa empresa está a negociar com o grupo Alibaba para começar a colocação de produtos de empresas portuguesas nas duas principais plataformas online do grupo: o Taobao e o Tmall”.

O Taobao.com é o maior mercado de compras online da China e o Tmall.com é a plataforma de e-commerce para a venda das marcas diretamente aos consumidores. O secretário de Estado falava aos jornalistas após um discurso na “cimeira sobre a construção da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa de Macau, apoiada pelas empresas estatais chinesas”.

“Há cinco ou dez anos era impensável para uma pequena ou média empresa de Portugal tentar abrir uma loja ou uma rede de lojas [na China], porque os custos fixos eram enormes e era uma aposta de enormíssimo risco”, afirmou. Hoje, acrescentou, “com a possibilidade de utilizar as plataformas online, a existência de centros de distribuição e logística físicos em partes da China é, obviamente, um complemento extraordinariamente importante”.

Além da venda online, na área agroalimentar, Jorge Oliveira manifestou também o interesse do governo português “em centros que provavelmente ficarão colocados em zonas francas piloto com serviços integrados”.

“Temos especialmente interesse na zona de Tianjin, ao lado de Pequim, e na zona de Guangzhou, [na província adjacente a Macau] porque sendo zonas com serviços integrados, em princípio, temos lá dentro as alfândegas (…) e outras autoridades regulatórias, e portanto, a lógica do ‘one stop shop’ facilitará a operação”, disse.

O secretário de Estado da Internacionalização referiu também o interesse no objetivo anunciado no Fórum Macau no ano passado pelo governo chinês “em transformar Macau numa plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”.

“Temos especial interesse nos serviços financeiros que possam ajudar a aumentar ou melhorar o comércio externo entre a China e os países lusófonos”, disse.

Para o governante, “Macau pode ajudar a reforçar seguros e garantias, seja para apoios a exportações, seja para apoios a internacionalização de empresas, seja para apoio a parcerias”.


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