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Portugal 'enfrentou' uma das maiores tempestades desde 1842
Revista PORT.COM • 14-Out-2018
Portugal 'enfrentou' uma das maiores tempestades desde 1842



A Leslie entrou pelo centro do país, dirigiu-se para noroeste e entrou em Espanha. Provocou quase 2 mil ocorrências, sobretudo queda de árvores, desalojados e mais de 300 mil pessoas ficaram sem luz.

A tempestade tropical Leslie foi a segunda maior a chegar a Portugal desde 1842.

Na noite passada, Portugal continental foi afetado por ventos fortes, agitação marítima e precipitação intensa na sequência da chegada da Leslie. 

A Proteção Civil disse este domingo que «os maiores perigos já passaram». O comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), adiantou que a Proteção Civil está neste momento preocupada em encerrar cerca de 900 ocorrência ainda em aberto, das 1.890 registadas.

O responsável adiantou ainda que mais de 300.000 pessoas foram afetadas por cortes de energia, sendo o número de afetados mais reduzido neste momento, com o trabalho de reposição gradual realizado ao longo da noite.

Dos 61 desalojados identificados, 57 foram registados no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu. Este domingo, 15 dos 18 distritos do território estão em alerta amarelo, excetuando Évora e Santarém.

 

Figueira da Foz foi a zona mais afetada

A Leslie entrou em Portugal pela zona da Figueira da Foz, com a cidade do distrito de Coimbra a ser a mais afetada durante a noite deste sábado. O vento forte que se fez sentir na localidade criou o pânico entre a população que, apanhada de surpresa com a súbita intensificação das rajadas, se viu obrigada proteger-se junto a arcadas de prédios enquanto sinais de trânsito e árvores eram arrancados do chão.

Um morador, Jorge Dâmaso relatou à SIC Notícias os momentos de pânico que se seguiram à intensificação do vento, que terá acontecido por volta das 23H00.

«Há carros danificados por causa das árvores, há estores de varandas que voaram. [Foi] uma coisa impressionante, jamais vista», afirmou Jorge Dâmaso, que também ficou sem estores e sem luz em casa.

O mau tempo obrigou também a reter cerca de 800 pessoas no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, onde decorreu um concerto da fadista Carminho. Ninguém ficou ferido.


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