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Revista PORT.COM • 25-Nov-2016
Deputado quer evitar encerramento de cursos de português no Luxemburgo



Luxemburgo quer acabar os cursos integrados em português no ensino oficial.

O deputado socialista Paulo Pisco pediu às autoridades do Luxemburgo que não acabem com os cursos oficiais integrados de língua portuguesa.

“É com a maior surpresa que tomámos conhecimento da decisão do conselho comunal da Câmara de Esch-sur-Alzette de pôr fim a nível local aos cursos integrados em português no ensino oficial, a partir do ano letivo 2017-2018, na sequência do que infelizmente já aconteceu noutros municípios, situações que deveriam ser revertidas”, refere o deputado socialista numa carta a qual a Lusa teve acesso.

O documento foi enviado às autoridades do Luxemburgo através do embaixador luxemburguês em Portugal, Jean Jacques Welfring.

“Neste sentido, permitam-me apelar à compreensão das autoridades locais e nacionais para que a decisão tomada pelo conselho comunal de Esch-sur-Alzette não se torne efetiva, o que honraria a excelência da relação entre os dois países e a extraordinária amizade e colaboração entre Portugal e o Luxemburgo”, apelou o deputado socialista na carta.

O deputado refere que “tal decisão é um ato hostil e incompreensível, que fere os sentimentos da importante comunidade portuguesa no Luxemburgo e muito particularmente no município de Esch-sur-Alzette, onde um terço da população é portuguesa ou de origem portuguesa”.

“Além de ser uma desconsideração para com a comunidade portuguesa, atinge diretamente cerca de 550 alunos e oito professores, pagos pelo Estado português, que lecionam em sete escolas”, acrescentou.

Para Paulo Pisco, esse encerramento é contraditório aos acordos de cooperação assinado entre os dois países e também em relação às recomendações da União Europeia.

“O protocolo assinado em 2008 pelos dois países no domínio do ensino afirma claramente que a cooperação deve ser feita no sentido de os cursos paralelos evoluírem no sentido de passarem a ser integrados, e nunca da sua pura e simples extinção”, afirmou.

A carta foi endereçada ao primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, ao presidente da Câmara dos Deputados, Mars di Bartolomeo, ao ministro da Educação, Claude Meisch, e à burgomestre de Esch-sur-Alzette, Vera Spautz.


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