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Revista PORT.COM • 11-Out-2016
Costa convida empresários chineses a fazerem novos investimentos em Portugal



O primeiro-ministro fez um apelo direto ao investimento de empresários chineses em novos ativos em Portugal e destacou a política de alargamento dos ‘vistos gold’.

O primeiro-ministro apelou, este fim de semana, diretamente aos líderes de alguns dos maiores grupos económicos chineses para entrarem num novo patamar de investimento em Portugal, criando agora “novos ativos”, e destacou as potencialidades estratégicas do porto de Sines.

Na mesa do encontro com empresários chineses, em Pequim,  encontravam-se ainda representantes de potenciais investidores chineses em Portugal, como o vice-presidente da Huawei Qu Wenchu, e do ‘chairman’ do HNA Tourism, Zhang Ling, assim como alguns dos principais gestores portugueses de aquisições chinesas em Portugal, casos do presidente executivo da EDP, António Mexia, e do administrador do Haitong Bank José Maria Ricciardi.

Perante os empresários chineses, a intervenção de António Costa teve como objetivo defender que “há um novo patamar” na cooperação, “com a criação de novos activos no país, ou a partir de Portugal para terceiros países”.

“Há novas áreas que justificam uma parceria económica entre os dois países”, acentuou António Costa, numa alusão ao facto de os investimentos chineses até agora realizados em Portugal se terem limitado à aquisição de ativos empresariais.

Entre as novas áreas de cooperação, o primeiro-ministro disse que Portugal está interessado em corresponder ao “grandes projetos” do Presidente chinês, Xi Jinping, ao nível da interconexão internacional da energia e no sentido de criar uma rota marítima mundial chinesa

“Os vossos investimentos representaram um sinal de confiança em Portugal e no potencial da economia portuguesa na Europa e ao nível trilateral [com os países lusófonos]”, reiterou.

 

Maior número de chineses a aprender português

O primeiro-ministro destacou também a política do Governo português de alargar o programa de ‘vistos gold’ a novas áreas de investimento e o plano de criar um novo consulado em Cantão para cobrir o sul da China.

“Vamos abrir um novo consulado em Cantão, de forma a podermos servir melhor toda a população do sul da China”, adiantou o primeiro-ministro, num discurso em que também fez alusão ao facto de estar prevista uma ligação área direta entre Lisboa e a China a partir de junho próximo.

“O turismo é uma área com grande potencial, com Portugal a crescer a uma média de 10 por cento. Mas o crescimento de turistas chineses é ainda superior a essa média”, disse, antes de se referir igualmente “às potencialidades” dos setores agroalimentar e das indústrias automóvel e aeronáutica.

Na sua intervenção, António Costa abordou ainda a existência de “um cada vez maior número de chineses a aprender português” e de haver 30 instituições universitárias da China que ensinam a Língua Portuguesa.

“Os países de língua oficial portuguesa não se resumem a Portugal, são nove países, desde o Brasil a Timor-Leste. Toda esta comunidade lusófona é uma área muito importante e em franco desenvolvimento”, acrescentou o primeiro-ministro, destacando neste ponto o papel de Macau como plataforma de aproximação da China a este grupo de países.

 


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