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Portugueses preferem ser sepultados no seu país de acolhimento
Revista PORT.COM • 06-Fev-2017
Portugueses preferem ser sepultados no seu país de acolhimento



Dos portugueses inquiridos, 38% disseram que preferiam ser sepultados no Luxemburgo, contra 22% que escolheriam Portugal.

Os emigrantes portugueses estão divididos quanto ao local onde querem ser sepultados, mas a percentagem dos que preferem Portugal diminui à medida que aumentam os anos passados no país de acolhimento, apontam estudos no Luxemburgo e em França.

O estudo “Envelhecimento dos migrantes: partir, ficar, envelhecer no Luxemburgo”, do Centro de Estudos e de Formação Intercultural e Social (CEFIS), questionou imigrantes no Grão-Ducado sobre o local onde preferiam ser enterrados, incluindo portugueses.

Dos portugueses inquiridos, 38% disseram que preferiam ser sepultados no Luxemburgo, contra 22% que escolheriam Portugal.

A percentagem de indecisos ronda, no entanto, os 40%, o que torna difícil fazer “projeções estatísticas” de forma fiável, alertam os investigadores.

O estudo sugere que os anos passados no país de acolhimento influem na decisão, apontando o caso dos imigrantes italianos, que estão há mais tempo no Luxemburgo que os portugueses e são também os mais numerosos a escolher o Grão-Ducado como local de inumação (50%, contra 20,9% que preferem Itália).

Já entre os imigrantes cabo-verdianos, chegados há menos tempo ao Grão-Ducado, a tendência inverte-se: 51,2% preferiam ser sepultados em Cabo Verde, contra apenas 7,4% no Luxemburgo.

“Trata-se de uma população chegada mais recentemente ao Luxemburgo e que não dispõe ainda de uma história migratória de várias gerações, como é o caso dos italianos, que começaram a chegar ao país no início do século XX”, aponta o estudo.

Segundo dados obtidos pela Lusa, em 2015 morreram 220 pessoas com nacionalidade portuguesa no Luxemburgo (que representam 5,5% do total de óbitos no país), tendo o Ministério da Saúde luxemburguês emitido 80 atestados médico-sanitários, necessários para o transporte de cadáveres para Portugal.

Os números deixam, no entanto, de fora as pessoas que optaram pela cremação, já que a remoção das cinzas para outro país não requer a autorização do Ministério da Saúde nem tem de ser feita por profissionais.

A cremação fica mais barata e começa a ser uma opção cada vez mais procurada pelos portugueses, segundo a Federação de Agências Funerárias e Empresas de Cremação do Luxemburgo.

“Os portugueses são mais tradicionalistas e a cremação foi sempre um tabu, mas de há cinco anos para cá há cada vez mais portugueses que optam por esta solução”, disse à Lusa Jean-Paul Erasmy, um dos responsáveis da federação.

Na transladação de corpos do Luxemburgo para Portugal, as agências funerárias podem cobrar entre 2 800 a 4 500 euros, segundo estimativas de empresas do setor.


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