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Oliveira milenar de Mouriscas pode estar a caminho de Londres
Revista PORT.COM • 23-Fev-2017
Oliveira milenar de Mouriscas pode estar a caminho de Londres



A ideia partiu de um vereador em Londres que tem raízes ribatejanas e visa evocar o tratado que desde 1373 une os dois países.

Uma oliveira milenar das Mouriscas pode ser transferida para Londres, replantada e passar a ornamentar uma praça da capital de Inglaterra, onde terá uma placa com a frase “A Árvore da Aliança”, numa evocação ao tratado que desde 1373 une Portugal àquele país. A ideia partiu de Guilherme Rosa, português com raízes em Tomar que é vereador em Londres pelo Partido Trabalhista.

Segundo o jornal O Mirante, embora a oliveira do Mouchão - nas Mouriscas, concelho de Abrantes - tenha 3350 anos, esta história começou há pouco mais de um, quando António Louro, Aristides Lopes e João Abreu criaram um grupo de cidadãos - que hoje já envolve cerca de 100 pessoas - dedicado a desbravar trilhos, no sentido de formar várias rotas turísticas na aldeia. Entre elas conta-se a Rota das Oliveiras Milenares.

Entre outros cálculos matemáticos, a datação das oliveiras envolve parâmetros dendrométricos (dimensão e forma) do tronco das árvores.

“Por curiosidade medi e comparei com aquelas que eram tidas como as mais antigas de Portugal: uma na Póvoa de Santa Iria e outra em Monsaraz. A de Mouriscas tinha dimensões muito superiores”, explicou ao jornal.

Entusiasmado escreveu para o Departamento Florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), instituição que detém a patente para datar oliveiras em Portugal e após a troca de várias mensagens com o investigador José Luís Lousada, a empresa parceira da UTAD, Oliveiras Milenares, deslocou-se ao terreno, fez a recolha e o certificado foi atribuído em setembro de 2016.

Foi através da classificação da mais velha oliveira portuguesa que o vereador londrino teve conhecimento do projeto do grupo das Mouriscas.

“Veio às Mouriscas, deixou um cartão no único café de Cascalhos e pediu a minha ajuda no projeto de levar uma oliveira para Londres”, refere António Louro.

Esta iniciativa é vista pelos empreendedores como “uma mais valia que irá dar visibilidade a todo o concelho de Abrantes, ao olival mourisquense, contribuindo para a preservação das oliveiras milenares”, uma vez que a oliveira a transferir para Londres terá uma placa com várias informações. 


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