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Portugueses na Venezuela em dificuldades porque ‘perderam tudo’
Revista PORT.COM • 04-Abr-2017
Portugueses na Venezuela em dificuldades porque ‘perderam tudo’



Caracas, na Venezuela, reúne um grande número de emigrantes portugueses lesados pelo Banif. Costa diz que "situação é dramática, mas solução ainda não existe".

A Associação de Lesados do Banif (ALBOA), detetou, na Venezuela, casos de emigrantes portugueses que estão a passar dificuldades porque "foram enganados" e perderam poupanças de 50 e 60 anos de trabalho em produtos do banco.

"Temos aqui casos que nos relataram de viva voz, de gente que hoje está a passar algumas dificuldades, pessoas que vieram [emigraram] nos anos 60 e 70, que tem 50 e 60 anos de trabalho na Venezuela, que tinham as suas poupanças, pessoas já com uma faixa etária extremamente elevada e hoje não sabem o que hão de fazer, perderam tudo", disse o presidente da ALBOA, em Caracas.

"O Banif, para eles, era uma instituição que merecia toda a credibilidade, até porque era um banco originário da Madeira e muito da diáspora aqui é efetivamente da Madeira. Era o seu banco, o banco da sua região e acreditavam plenamente naquilo que os comerciais lhes diziam, e o que lhes diziam era que eram produtos seguros, que não havia problemas", disse Jacinto Silva.

Segundo aquele responsável há também "muitos casos de acionistas" a quem foi dito que "as ações já só valiam um cêntimo e não podiam desvalorizar mais".

"Na comercialização dos produtos do Banif houve claramente uma comercialização desajustada, fora do próprio banco, muitas vezes nos encontros sociais, nos almoços e jantares. (...) Também vimos aqui testes de avaliação feitos que são surreais, portanto mais uma vez dizemos, e era isso que esperávamos, que não fica dúvidas de que houve práticas enganosas na venda e na comercialização destes produtos", frisou.

Durante a recolha de reclamações - para enviar ao regular dos mercados financeiros em Portugal, sobre vendas fraudulentas de produtos pelo banco Banif -, uma das sessões "aqueceu", começando um dos lesados a dizer que na última fase do banco o já presidente do Governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, acompanhou a Caracas uma missão do Banif e "deu a cara".

"Foi mais uma razão, porque se o presidente dava a cara, era porque não estava tão mal, (mas) afinal estava", afirmou o lesado.

Jacinto Silva explicou ainda que "foi feito (em Caracas) um trabalho que terá que ter continuidade" por parte da ALBOA "para chegar ao maior número de lesados".


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