ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

imagem
Revista PORT.COM • 09-Ago-2017
Família foi a principal razão para emigrantes de primeira geração deixarem Portugal



As conclusões resultam de um estudo relativo a 2014, divulgado na segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A família foi a principal motivação para mais de metade (53,6%) dos emigrantes de primeira geração que deixaram Portugal, seguida do emprego (39,2%).

No estudo ‘Emigrantes portugueses e seus descendentes no mercado de trabalho’ são analisados dados estatísticos europeus do módulo ‘ad hoc’ do Labour Force Survey de 2014 sobre a “Situação dos migrantes e dos seus descendentes diretos no mercado de trabalho”, compilados pelo Eurostat.

O estudo inclui todos os países da UE-28, com exceção da Alemanha, Irlanda, Dinamarca e Países Baixos, mais a Noruega e a Suíça.

Segundo o estudo, residiam nestes países, em 2014, cerca de 1,7 milhões de pessoas com “’background’ emigratório português” (emigrantes de primeira e segura geração).

Destes, cerca de 907 mil (52,8%) eram emigrantes de primeira geração e cerca de 812 mil (47,2%) de segunda geração.

A maioria da população com background emigratório encontrava-se empregada, sendo a taxa de emprego de 68,5%, mais elevada nos grupos etários dos 25 aos 39 e dos 40 aos 54 anos, 85% e 84%, respetivamente.

Segundo o estudo, a taxa de inatividade da população com background emigratório era de 23,8% e a taxa de desemprego situava-se nos 10,1%.

A investigação observa que o maior número se encontra entre os emigrantes de primeira geração: 22,6% ainda não tinham encontrado um emprego no país de acolhimento, contra 16,5% que já tinham encontrado.

Aponta ainda que a taxa de emprego no grupo dos 25 aos 54 anos (84,6%) é mais elevada do que em Portugal (77,6%) e na média do conjunto dos países analisados (76,4%) para o mesmo grupo etário.

De acordo com o estudo, a taxa de emprego aumenta com o nível de escolaridade, sendo mais elevada para os emigrantes de segunda geração com ensino superior (90,1%).

Para quem tinha, no máximo, até ao 3.º ciclo do ensino básico, a taxa de emprego era de 80% e de 86,4% para quem tinha o ensino secundário ou pós-secundário.

“Os emigrantes de segunda geração com ensino superior revelam uma maior participação no mercado de trabalho, com uma taxa de emprego (96,6%) maior do que a de Portugal (86,2%) e da Europa (86%)”, salienta o documento

Os emigrantes de primeira geração distinguem-se por terem uma maior proporção de empregados nos grupos profissionais menos qualificados: 31,9%, sendo 19,7% em Portugal e 16,8% na Europa.

Contrariamente, 44% dos emigrantes de segunda geração empregados enquadravam-se no grupo profissional mais qualificado, valor superior aos 37,9% de Portugal e aos 41,4% a nível europeu, sendo quase o dobro do observado para emigrantes de primeira geração (23,4%).


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Osnabrück – Cidade da Paz
Wolfgang Griesert
Presidente da Câmara Municipal de Osnabrück (Alema
Emigração e remigração: novas formas de mobilidade em Portugal
Daniel Bastos
Historiador
Pela valorização do ensino da história da emigração portuguesa
Paulo Prisco
Deputado do PS eleito pelas comunidades
DISCURSO DIRETO
Bélgica, país de contrastes onde adoram portugueses
Catarina Moleiro
BÉLGICA
O mundo é pequeno, a China não
Miguel Madeira
CHINA
Num ano em França, tudo mudou!
Rita Sarmento
FRANÇA
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ