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Escola Portuguesa em Macau sofre ‘maiores danos de sempre’
Revista PORT.COM • 24-Ago-2017
Escola Portuguesa em Macau sofre ‘maiores danos de sempre’



O tufão Hato provocou cinco mortos e 153 feridos à passagem por Macau, além de inundações e o corte de energia na cidade.

O tufão Hato provocou ontem os ‘maiores danos de sempre’ na Escola Portuguesa de Macau, com a queda de dois muros exteriores - incluindo um mural do Vhils - além de árvores, e janelas e portas partidas, disse a vice-presidente.

"Sem sombra de dúvida foram os maiores danos de sempre", disse Zélia Baptista.

Uma das ruas junto à escola - onde o artista português Vhils tinha em junho esculpido um mural - continuava, ao início da noite (tarde em Lisboa), cortada ao trânsito, com árvores arrancadas a atravessar a estrada, e um candeeiro de rua tombado junto a uma paragem de autocarro estilhaçada, testemunha da força dos ventos que assolaram o centro da cidade.

Zélia Baptista explicou que a ala nova da escola foi "bastante afetada por placas que voaram do Grand Lisboa", situado a poucos metros.

O tufão Hato partiu também um painel em vidro na zona da cantina, e causou danos num carro da direção e nos ares condicionados instalados nos telhados da escola.

Zélia Baptista disse que já foi feito um levantamento dos estragos, mas que "ainda é cedo para avaliar os prejuízos".

" [Quinta-feira] é preciso conversar com os elementos do conselho de administração, planificar as intervenções a realizar, e assim dar-se o máximo para se conseguir começar as aulas no dia 06 conforme previsto", afirmou a vice-presidente.

"Fiquei muito frustrada. Senti uma mágoa muito grande quando cheguei à escola. Parecia um cenário de destruição total e já tínhamos praticamente tudo pronto para o início das aulas", afirmou, indicando que já tinham sido realizadas limpezas, pinturas e algumas intervenções no interior e exterior.

A prioridade, explicou, "é limpar a sujidade e lamas e remover o lixo. Depois é pedir orçamentos e começar as obras, o mais rapidamente possível".

"Agora voltámos quase à estaca zero", disse, afirmando que os trabalhos deverão começar "pelas salas de aula, recreios e cantina".

Atualmente com mais de 550 alunos entre o 1.º e 12.º ano, a Escola Portuguesa de Macau celebra, no próximo ano letivo, o vigésimo aniversário.


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