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Revista PORT.COM • 11-Set-2017
Conselho Mundial das Casas dos Açores reúne-se em assembleia geral no Canadá



O Conselho Mundial foi criado em novembro de 1997, na Horta, ilha do Faial.

A XX assembleia geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores decorre a partir de quarta-feira, no Canadá, para analisar desafios e definir áreas de atuação daquelas organizações representativas das comunidades de emigrantes açorianas.

"As casas vão apresentar as suas aspirações, aquilo que querem desenvolver para com a sua comunidade e há, acima de tudo, uma partilha de experiências", afirmou o diretor regional das Comunidades, Paulo Teves, em declarações à agência Lusa.

A sua criação teve como objetivo unir as comunidades açorianas na defesa dos seus interesses, mas também divulgar os Açores e a sua cultura nas áreas de influência destas instituições.

Aquele órgão reúne-se anualmente em assembleia geral e tem uma presidência rotativa liderada este ano pela Casa dos Açores de Ontário, no Canadá, que tem ainda como função organizar a XX assembleia geral.

Paulo Teves adiantou que a assembleia geral, que se realiza até sábado, não se restringe apenas à cidade de Toronto, uma vez que o programa foi organizado de forma a permitir a visita a outras comunidades na província de Ontário, onde existem comunidades açorianas, nomeadamente Hamilton, Mississauga e Brampton.

"Será uma partilha de experiências, mas também de definição de algumas áreas de atuação", sublinhou o responsável, frisando que todas as Casas dos Açores têm um plano de ação, mas que difere de comunidade para comunidade tendo em conta as particularidades dos espaços.

"A questão da Língua Portuguesa não se coloca como único problema das Casas dos Açores do Brasil, mas é um desafio para as casas da América, principalmente junto das segunda e terceira gerações", exemplificou.

No encontro estarão em análise, entre outros temas, o papel dos jovens e a necessidade de continuar a fomentar a participação das gerações mais novas, com um painel específico sobre esta temática através da participação de oito jovens de diversas organizações de Ontário.

"É extremamente importante a participação dos jovens na diáspora, não apenas no associativismo comunitário, mas na forma como podem interagir e contribuir para um maior relacionamento entre as suas comunidades e os Açores", realçou Paulo Teves.

Segundo o diretor regional das Comunidades, departamento governamental que é membro da assembleia geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, este encontro vai debater ainda a forma como estas instituições se relacionam nas suas comunidades, a sucessão das direções e os Açores e a lusofonia.

Existem 15 Casas dos Açores espalhadas pelo mundo, 14 das quais integram o conselho mundial.

Três são do continente português, Lisboa, Norte e Algarve, duas dos Estados Unidos da América (Nova Inglaterra e Califórnia), três no Canadá (Quebeque, Ontário e Winnipeg), uma nas Bermudas, uma no Uruguai e cinco no Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Baía. Esta, criada em 1980, ainda não faz parte do conselho mundial.


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