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Governo condecorou um dirigente associativo e um médico luso-venezuelano
Revista PORT.COM • 25-Fev-2018
Governo condecorou um dirigente associativo e um médico luso-venezuelano



Dois portugueses, um dirigente associativo de 61 anos de idade e um otorrinolaringologista de 60 anos foram distinguidos pelo Governo português com a Condecoração Comendador da Ordem do Mérito.

As condecorações foram entregues a José Luís Ferreira e a Adérito de Sousa Fontes, durante uma receção na residência oficial do Embaixador de Portugal, Carlos de Sousa Amaro, em Caracas.

As condecorações tiveram como motivo distinguir atos ou serviços meritórios praticados por ambos, no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da coletividade.

José Luís Ferreira (à esquerda na foto) é um conhecido empresário português que fez parte do Marítimo da Venezuela, presidiu o Centro Português de Caracas, fundou e preside a Academia do Bacalhau de Caracas, foi promotor e é presidente honorária da Câmara Venezuelana Portuguesa de Indústria, Comércio e Turismo. Foi conselheiro das Comunidades Portuguesas e assessora o lar da terceira idade Padre Joaquim Ferreira.

Por outro lado, Adérito de Sousa Fontes (ao centro na foto), é médico cirurgião lusodescendente, com pós-graduações na Venezuela e nos Estados Unidos. Deu aulas de medicina na Colômbia e no Uruguai e é especialista em otorrinolaringologista. Preside a Associação de Médicos Luso-venezuelanos, publicou vários estudos científicos e é autor de um livro sobre Cirurgia endoscópica dos seios paranasais e base do crânio.

Em declarações à agência Lusa, José Luís Rodrigues explicou que a distinção "representa algo muito importante" e "é um reconhecimento do Estado português" pelo trabalho social que desenvolveu ao longo de 42 anos na Venezuela.

"É também um reconhecimento à minha família pelo sacrifício que tiveram, de suportar as minhas ausências que foram muitas, porque quem se dedica ao associativismo, dedica-se ao próximo e isso não é fácil, e hoje em dia é mais difícil ainda devido à situação que vive o país".

Por outro lado, explicou que conhece várias comunidades portuguesas no mundo, mas que a da "Venezuela é única e é quem lhe dá força para continuar lutando e apoiando os que mais necessitam".

José Luís Ferreira frisou ainda que continuará a ser a mesma pessoa e explicou que, de entre o trabalho desenvolvido, há duas coisas que lhe deram particular satisfação: apoiar os Estados venezuelano de Vargas e Miranda durante as enxurradas que ocasionaram centenas de mortos e milhares de desalojados e que lhe valeu a Ordem Cecílio Acosta, das autoridades venezuelanas.

Para Adérito de Sousa, "receber a condecoração é uma grande honra" e um reconhecimento pelo trabalho feito e a projeção profissional na área de medicina e da docência.

"É um reconhecimento que não esperava e que me dá orgulho. É também um grande compromisso para continuar em frente, um estímulo para desenvolver novos projetos assistenciais e académicos, para deixar um legado", disse.

O otorrinolaringologista frisou ainda que o reconhecimento não significa mudança, mas sim mais compromisso.

"Há muitos exemplos de lusodescendentes que estão a trabalhar calados, sem fazer muita publicidade. Eu sou um desses exemplos, que atingem metas no campo social, académico e profissional de alta qualificação", disse.


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