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Santos Silva promete apoio a portugueses e lusodescendentes na Venezuela
Revista PORT.COM • 22-Mai-2018
Santos Silva promete apoio a portugueses e lusodescendentes na Venezuela



O chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro, foi declarado vencedor das eleições presidenciais pela autoridade eleitoral, com perto de 70% dos votos.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou «lamentável» a forma como decorreram as eleições presidenciais de domingo na Venezuela, mas assegurou que o Governo português não tomará qualquer atitude que “prejudique” os portugueses e lusodescendentes ali residentes.

 

«Essa tem sido a minha preocupação essencial. Qualquer medida ou atitude que o Governo tome face à Venezuela depende da resposta a esta pergunta muito simples: essa atitude prejudica ou beneficia a comunidade portuguesa e lusodescendente? Se beneficia nós tomamos, se prejudica não tomamos», afirmou Augusto Santos Silva, em declarações aos jornalistas.

 

Destacando as «relações bilaterais muito importantes» entre Portugal e a Venezuela, dado o «quase meio milhão de portugueses e luso-venezuelanos a residir» naquele país da América do Sul, o governante assegurou que o Governo português tudo fará «para [os] ajudar».

 

«Temos contacto com todas as autoridades venezuelanas – o Presidente e o seu Governo, mas também a Assembleia Nacional – e cuidaremos de ver como é que as nossas relações bilaterais vão evoluir, na certeza, porém de que nada faremos que prejudique os interesses dos portugueses e dos lusodescendentes que residem na Venezuela», disse.

 

Segundo Santos Silva, é «lamentável» a forma como as eleições decorreram, com um «elevado número de irregularidades reportadas», mas «tudo isso tinha sido previsto e de tudo isto se tinha avisado as autoridades venezuelanas».

 

«Nós registamos e lamentamos que as eleições tenham decorrido ontem nas condições que tínhamos previsto, isto é, com uma fraca participação popular (foi mais o número de eleitores que não votou do que o número de eleitores que votou), num prazo que era injustificado (visto que o novo Presidente só toma posse em 2019), em condições de organização que não mereceram o consenso das várias forças concorrentes (visto que o Conselho Nacional Eleitoral tem uma composição que não espelha a diversidade do país) e num quadro institucional caracterizado pela negação sistemática das competências institucionais da Assembleia Nacional», sustentou.

 

De acordo com o chefe da diplomacia portuguesa, este tema será «objeto de debate» na reunião da próxima segunda-feira, dia 28, dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, da qual deverá sair «uma reação coletiva» e na qual será avaliado como poderá a União Europeia «contribuir para que a Venezuela possa resolver a crise política em que vive» e «acudir à situação dramática que os venezuelanos vivem em termos económicos e sociais».

 


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