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Casal troca emigração em Inglaterra por negócio de jogos de tabuleiro
Revista PORT.COM • 08-Out-2018
Casal troca emigração em Inglaterra por negócio de jogos de tabuleiro



Depois de oito anos emigrados em Inglaterra, dois jovens de Vila do Conde regressam a Portugal e criam projeto pioneiro dedicado a jogos de tabuleiro.

Um casal aficionado por este tipo de jogos, Manuel e Dina Silva, deixaram carreiras estáveis quando perceberam a inexistência, no Norte de Portugal, de um local público onde amigos e famílias se pudessem reunir em torno deste tipo de divertimento.

Apelidado de 'A jogar é que a gente se entende', o espaço pretende não só funcionar como um café de jogos de tabuleiro, com mais de 800 títulos à disposição, mas também como um local de cultura, com exposições de arte, programas com literatura e até iniciativas gastronómicas.

«O objetivo é as pessoas interagirem e passarem um bom bocado. Por isso, não temos televisão nem internet. Apenas jogos e bons petiscos. Além disso, haverá sessões de histórias para crianças, exposições regulares e até um dia em que convidamos pessoas para cozinhar», explicou à Agência Lusa, Manuel Silva, de 32 anos, um dos proprietários.

Apesar dessa diversidade das atividades, os jogos de tabuleiro serão o fator central para atrair pessoas ao local, tendo para tal, centenas de opções, a maior parte vinda da coleção pessoal de Manuel Silva.

«Já jogo jogos de tabuleiro há mais de dez anos, desde criança o meu pai iniciou-me no xadrez e nas damas. Depois, com os meus amigos, descobri o 'Monopólio', o 'Cluedo' e o 'Risco'. Quando emigrei para Inglaterra, percebi que este nicho faz parte da cultura de muitos países e que as pessoas se encontravam para jogar. Comecei a participar e entrar nos grupos e descobri uma imensidão de outros jogos», revelou o jovem empresário.

A paixão pelos jogos foi partilhada por Dina Silva, de 34 anos, que na sua profissão de terapeuta ocupacional já os usava como uma ferramenta de trabalho, para desenvolver competências sociais e cognitivas de crianças.

O regresso do casal a Portugal, deixando para trás profissões estáveis, foi motivado, principalmente, por motivos pessoais e familiares, mas a paixão pelos jogos de tabuleiro não abrandou.

Depois de organizarem alguns convívios em casa, perceberam que havia muita gente interessada neste tipo de atividade lúdica, avançando para a «aventura de ter um espaço dedicado aos jogos».

No novo espaço, os mais 800 jogos disponíveis estão catalogados com uma escala de cores, consoante o nível de complexidade e dificuldades, havendo sempre um aconselhamento e explicação das regras dos mesmos.

O uso dos jogos está sujeito a uma taxa simbólica, que ajudará na conservação, renovação e aquisição dos mesmos, estando determinantemente proibido jogar com objetivos monetários.


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