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Secretário de Estado das Comunidades fala sobre o «caso grave» da morte de um português nas imediações de Maputo
Revista PORT.COM • 12-Nov-2018
Secretário de Estado das Comunidades fala sobre o «caso grave» da morte de um português nas imediações de Maputo



Um empresário português foi encontrado ontem (11 de novembro) morto, nas imediações de Maputo, depois de ter sido raptado e pago o resgate exigido, informou o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

Em declarações à agência Lusa, o governante indicou tratar-se de um empresário, com «cerca de 50 anos» que estava em Moçambique «há oito anos» e disponibilizava «apoio aos setores da construção civil».

«Depois de ter sido objeto de um rapto, e depois de ter sido pago o resgate desse rapto, apareceu morto hoje ao final da tarde», acrescentou José Luís Carneiro, que sublinhou tratar-se de «um caso grave, de morte, nas imediações de Maputo».

«Não vemos ligações com outros casos que têm vindo a ocorrer no Norte do país, na jurisdição da Beira. Este caso, vamos aguardar pelas investigações, mas é o resultado de um rapto e da exigência de um pagamento para libertar o cidadão. O pagamento foi realizado, mas ainda assim sucumbiu às mãos dos criminosos», disse José Luís Carneiro.

Ainda sem pormenores do caso, o governante referiu que passaram «poucas horas entre o pedido do pagamento do resgate e o assassinato deste cidadão».

O Governo já manifestou a sua preocupação, por ser uma «situação muitíssimo grave».

O secretário de Estado das Comunidades notou os factos que têm vindo a ocorrer em Moçambique que «não contribuem para a confiança dos investidores no país, porque os portugueses são essenciais para o desenvolvimento económico do país, criam milhares de postos de trabalho».

O Governo português manifestou «toda a disponibilidade», assim como da embaixada portuguesa em Maputo para acompanhar a família nas «diligências judiciárias que estão em curso, depois de apresentadas queixas junto das autoridades moçambicanas», que estão a investigar o caso.

Também foi garantido apoio dos serviços para disponibilizar os documentos necessários para o trabalho do Ministério Público e concretizar, se necessário, a «trasladação do corpo, porque essa parece ser a vontade da família».


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