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Emigração portuguesa desmente argumentos da extrema-direita da Europa
Revista PORT.COM • 18-Dez-2018
Emigração portuguesa desmente argumentos da extrema-direita da Europa



«Aquilo que muitos dizem ser impossível, designadamente a extrema-direita europeia, é plenamente desmentido pelo caso português, que mostra que é possível que os portugueses vivam na Alemanha, lá trabalhem, residam e constituam família, não causando nenhum problema quer securitário, quer de outra índole», vincou o governante.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que o caso da emigração portuguesa é «a prova empírica e concreta» de que é possível uma plena integração nas sociedades, ao contrário dos argumentos da extrema-direita.

«O maior benefício que a emigração portuguesa traz, e trá-lo não apenas a Portugal, mas ao conjunto da União Europeia e de outras sociedades europeias e norte-americanas, é a prova empírica e concreta de que é possível ao mesmo tempo ter uma plena integração nas sociedades de acolhimento e plena vinculação, quer cultural, quer identitária às sociedades de partilhar», disse o governante na apresentação Relatório da Emigração 2017, quando questionado sobre o maior benefício da emigração nacional.

«Aquilo que muitos dizem ser impossível, designadamente a extrema-direita europeia, é plenamente desmentido pelo caso português, que mostra que é possível que os portugueses vivam na Alemanha, lá trabalhem, residam e constituam família, não causando nenhum problema quer securitário, quer de outra índole», vincou o governante.

Augusto Santos Silva salientou ainda que «o caso português está longe de ser um caso singular», defendendo que «este é o caso da larguíssima maioria ad emigração, ao contrário do que a extrema-direita costuma dizer, metendo medo a tanta gente não sei porquê».

A grande maioria dos emigrantes, concluiu o governante, está em situação legal «e a larguíssima maioria dos que estão em situação irregular entraram por via legal, e entre outras coisas devíamos saber do que estamos a falar quando falamos», concluiu Santos Silva.

Cerca de 90 mil portugueses emigraram em 2017, menos 10 mil do que em 2016, com o Reino Unido a manter-se o principal destino, segundo o relatório.

A descida regista-se desde 2013, quando atingiu o pico de 120 mil, o máximo deste século, passando para 115 mil em 2014, 110 mil em 2015 e 100 mil em 2016.


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