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Região de Coimbra tem 10 Gabinetes de Apoio ao Emigrante
Revista PORT.COM • 16-Fev-2019
Região de Coimbra tem 10 Gabinetes de Apoio ao Emigrante



A assinatura dos protocolos, que decorreu hoje na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM), acaba por concluir o processo nesta região.

Com os dez municípios que hoje assinaram o protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas - Penacova, Góis, Pampilhosa da Serra, Condeixa, Miranda do Corvo, Penela, Oliveira do Hospital, Soure, Cantanhede e Tábua -, todos os 19 municípios da Região de Coimbra vão passar a ter um GAE de segunda geração, explicou, durante a sessão, o presidente da CIM, João Ataíde, que destacou o potencial de investimento dos emigrantes no território.

«Somos uma das maiores comunidades intermunicipais e, por isso, somos também a origem de muitos dos portugueses que estão noutros países […], cidadãos de plenos direitos nos seus destinos, mas que querem ter relação com as suas origens», referiu João Ataíde.

Para além dos GAE protocolados no território nacional, já foram criados gabinetes em países com uma forte presença de comunidades portuguesas, como é o caso da França, Alemanha, Reino Unido, Brasil e Austrália.

«Cada vez mais cidadãos que saíram durante a crise ou que saíram de Portugal na década de 60 desejam regressar e estas unidades de trabalho constituídas com os municípios constituem portas de entrada e de regresso no país», vincou.

Em 2018, foram registados cerca de 30 mil atendimentos nos diferentes GAE, que deram origem a cerca de três mil novos processos, relativos a pedido de apoio relacionados com pensões, Segurança Social, recuperação de direitos sociais, acesso aos cuidados de saúde primário ou legalização de viaturas, entre outros, explicou.

Segundo José Luís Carneiro, só em 2018, o Estado conseguiu recuperar «sete a oito milhões de euros» de pensões de trabalhadores portugueses no estrangeiro.

José Luís Carneiro acredita que «há uma consciencialização cada vez maior dos autarcas» de que a diáspora é fundamental para o processo de internacionalização das empresas do território, bem como para a atração de novo investimento.

«Há milhares de projetos que estão a ser desenvolvidos no país que têm origem na diáspora, seja no agroalimentar, hotelaria, restauração ou até as novas tecnologias», sublinhou.


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