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António Ferreira Silvestre: «Tenho uma profunda admiração pelos portugueses emigrados»
Revista PORT.COM • 06-Mar-2019
António Ferreira Silvestre: «Tenho uma profunda admiração pelos portugueses emigrados»



Na Herdade do Vale da Rosa existe hoje uma comunidade de 40 luso-venezuelanos que, no meio da crise na Venezuela, largou tudo para começar uma nova vida em Portugal. À chegada encontraram António Silvestre Ferreira, um português que também já foi emigrante e que recebeu os conterrâneos de 'braços abertos'.

Amor com amor se paga. Este provérbio pode resumir a história de vida de António Silvestre Ferreira que, mais do que o maior empregador de luso-venezuelanos em Portugal, é um “salvador”, amigo e confidente dos «irmãos» que estão a regressar da Venezuela.

Silvestre Ferreira é administrador da maior produtora de uvas sem grainha em Portugal - a Herdade do Vale da Rosa - mas a sua história ficou marcada por momentos difíceis, quando teve de emigrar para o Brasil com a família, durante a Revolução do 25 de Abril.

«Ocuparam as terras dos meus pais e perdemos tudo. Foi uma época extremamente difícil, mas assim que cheguei ao Brasil fiquei profundamente agradecido aos brasileiros pela forma simpática, amiga e prestativa com que nos receberam», contou António Silvestre Ferreira em conversa com a PORT.COM.

É por isso que António tem um lado brasileiro no coração, que nunca esqueceu. E é precisamente por ter passado por essa situação, de quem já esteve fora do país de origem e recebeu «amor», que diz estar de “braços abertos” para retribuir essa simpatia e amizade aos portugueses e lusodescendentes que regressam da Venezuela.

«Tenho estado a acompanhar o caso dos luso-venezuelanos e todo este sofrimento. Tendo conhecimento do grande potencial desses nossos irmãos que estão a sofrer tanto na Venezuela com as suas famílias, quero trazê-los para cá porque é bom para eles, porque estão numa situação aflitiva e é muito bom para o Vale da Rosa, porque tem a possibilidade de trazer pessoas extremamente capacitadas para os seus quadros, aumentando a rentabilidade e eficiência da organização», destacou o empresário, que diz ter «uma profunda admiração pelos portugueses emigrados», sobretudo porque conhece «a força que eles têm e as características que distinguem os portugueses e fazem de nós pessoas extremamente consideradas por esse mundo fora».

 

Leia a notícia na íntegra na edição de março da Revista PORT.COM.


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