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'Homem milagre': o português que esteve morto 21 minutos e acordou a caminho da morgue no Reino Unido
Revista PORT.COM • 27-Mar-2019
'Homem milagre': o português que esteve morto 21 minutos e acordou a caminho da morgue no Reino Unido



Um carteiro português a viver no Reino Unido teve um ataque cardíaco e foi declarado morto pelos médicos. No entanto 'acordou' e agora é considerado o 'homem milagre' português.

João Araújo é um dos muitos portugueses que emigraram para o Reino Unido. O que o distingue é o facto de ter sobrevivido a um ataque cardíaco mesmo depois de ter sido declarado morto pelos médicos, já no hospital. O português viria a acordar quando já estava a ser levado para a morgue, numa maca. Foi há 10 anos, mas ainda hoje o carteiro é conhecido pelo “homem milagre” cada vez que vai à cardiologia do hospital de Gloucester para o acompanhamento regular.

O portal de notícias do Reino Unido, GloucesterLive, conta que a mulher de João Araújo ficou em pânico quando o homem, sentado ao volante, começou a revirar os olhos ao mesmo tempo que agarrava com toda a força o manípulo das mudanças. Depois de ter sido levado para o Gloucestershire Royal Hospital, os médicos fizeram tudo o que podiam para contrariar os efeitos do ataque cardíaco que lhe foi diagnosticado. João Araújo tinha, na altura, 38 anos — foi declarado morto após seis horas de tentativas de reanimação.

A história, que remonta a abril de 2009, seria apenas mais um caso de uma morte por doença cardíaca súbita — não fosse o facto de o homem ter voltado a acordar, 21 minutos depois de ter sido declarado morto, na maca em que estava a ser levado dos cuidados intensivos para a morgue.

João Araújo acordou muito confuso e incapaz de formular respostas a perguntas simples. Era incapaz de reconhecer a família e amigos próximos, primeiros dias.  A partir da segunda semana, porém, a situação clínica começou a melhor de forma rápida, conta o GloucesterLive. Os médicos não têm explicação para o que aconteceu — mas decidiram colocar um dispositivo de regularização de batimento cardíaco, uma espécie de pacemaker, para tentar garantir que a situação não se repita (ao mesmo tempo que regista o batimento cardíaco de João e envia leituras para os médicos que o acompanham). Ao fim de três semanas, estava de volta ao trabalho.

Hoje é conhecido com o “homem milagre” na ala de cardiologia do hospital onde continua a ser seguido.

«Os médicos dizem que eu tenho demasiada energia. Não importa se estou com dores enormes, continuo a trabalhar», diz João Araújo.

Esta não foi a primeira vez que João Araújo teve uma recuperação milagrosa. Em 2005, teve um acidente em Cuenca, em Espanha, que o deixou com o fêmur, a pélvis, quatro costelas e a omoplata partidas. Também perdeu 90 por cento de sangue, danificando o pâncreas e o fígado.

Os médicos disseram que ele nunca iria sobreviver à operação, mas sobreviveu. Depois os médicos disseram que nunca andaria ou moveria os braços novamente mas, mais uma vez, João ‘deu a volta’ aos prognósticos. Ele tem cicatrizes dos ferimentos por todo o corpo. «Eu digo que são as minhas tatuagens» realça.


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