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Lusodescendente do Sri Lanka triste com Portugal por não arranjar visto para atuar em festival
Revista PORT.COM • 02-Jul-2019
Lusodescendente do Sri Lanka triste com Portugal por não arranjar visto para atuar em festival



O representante da comunidade de descendentes de portugueses do Sri Lanka, um legado com mais de 500 anos, queixou-se da falta de apoio de Portugal em arranjar vistos para o seu grupo tradicional atuar num festival em Cantanhede.

«Estou muito triste» com Portugal, disse Earl Barthelot, em entrevista à agência Lusa à margem da 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia, que juntou no Bairro Português de Malaca, Malásia, representantes das comunidades asiáticas descendentes de portugueses, numa iniciativa de partilha das raízes culturais, com cerca de 300 luso-asiáticos, de várias comunidades do continente.

«No dia 6 de julho há um festival em Cantanhede e o meu grupo foi convidado, dançarinos e músicos, 17 no total, tínhamos de voar para Portugal no dia 3 de julho», afirmou o descendente luso, referindo-se ao festival "Culturas do Mundo", que decorre até dia 14 de julho e cujo um dos altos patrocínios é o Governo português.

O grupo canta e dança o estilo Kaffringha que, segundo Earl Barthelot, é proveniente do sul de Portugal, vem desde 1506 quando o capitão e líder da expedição Portuguesa, Lourenço de Almeida chegou ao Ceilão (agora Sri Lanka) em 1505. Todos os membros do grupo são Burghers Portugueses, grupo étnico do Sri Lanka descendentes de portugueses, que falam português antigo e são católicos, explicou.

«A intenção de irmos era sensibilizar os portugueses que há descendentes de portugueses a viverem no Sri Lanka e que dão vida às tradições, à língua e à cultura», apontou o responsável. No cartaz do festival pode ler-se que o Sri Lanka é um dos convidados para atuar.

«Pedimos visto através da Embaixada francesa porque a Embaixada de Portugal em Nova Deli disse que a Embaixada francesa representa a Embaixada portuguesa no Sri Lanka, mas estamos a ter muita dificuldade em arranjar o visto ou mesmo em conseguir uma marcação para pedir o visto», denunciou.

Earl Barthelot afirmou que tem escrito para as embaixadas portuguesas e francesas e que «a francesa nunca respondeu e a portuguesa disse, que apesar de serem os representantes legais, não podem influenciar e fazer recomendações à embaixada francesa».

Não existe representação diplomática portuguesa permanente, os assuntos relacionados com este país são acompanhados pela Embaixada de Portugal em Nova Deli, apesar disso existe uma cônsul honorária, Preenie Kariyawasan Pinto.

«Ela nunca comunica connosco, tenho tentado comunicar com ela nos últimos seis anos e nada», afirmou.


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