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I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa
Revista PORT.COM • 08-Jul-2019
I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa



Sob o mote “Por Uma Visão Estratégica Partilhada”, o I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa terá lugar a 13 e 14 de julho, na sede da Ordem dos Técnicos Oficiais de Conta, no Porto, com o objetivo de promover a reflexão sobre o trabalho realizado até ao presente com as comunidades portuguesas e debater perspetivas futuras.

O I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa - iniciativa promovida pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em parceria com a Câmara Municipal do Porto - vai reunir, nos próximos dias 13 e 14 de julho, na sede da Ordem dos Técnicos Oficiais de Conta, representantes e protagonistas das diversas Redes dos Portugueses da Diáspora.

Sob o mote “Por Uma Visão Estratégica Partilhada”, pretende-se com o congresso promover a reflexão sobre o trabalho realizado até ao presente com as comunidades portuguesas e debater perspetivas futuras, abarcando um quadro mais alargado de objetivos, nomeadamente, reconhecer o papel destas redes, quer na comunidade em que se inserem, quer na sociedade do respetivo país de acolhimento; valorizar o seu trabalho e percursos; recolher os seus contributos e visões e, de forma partilhada, desenvolver uma estratégia comum que apoie a concretização das aspirações dos cidadãos portugueses do mundo.

Na altura de apresentação pública do evento, o secretário de Estado das Comunidades José Luís Carneiro, referiu a importância e simbolismo da escolha da cidade do Porto para o receber, invocando Fernão de Magalhães e a cidade como responsável pela primeira circunavegação em termos globais e reconhecida em todo o mundo, despertando um brilho no olhar não apenas nos lusodescendentes, mas também nas comunidades de acolhimento».

E concluiu: «Temos várias centenas de convidados, que correspondem às lideranças de todas as redes da diáspora, desde as de associativismo, ciência e conhecimento, economia e desenvolvimento ou cidadania. Existem 5,6 milhões de portugueses e lusodescendentes presentes em 178 países e vamos homenagear estes portugueses fantásticos que temos pelo mundo na cidade do Porto».

Ainda de acordo com o secretário de Estado, o objetivo do congresso é assim avaliar o trabalho das várias redes no apoio à cultura, à ciência e conhecimento, dos eleitos e dos empreendedores na diáspora.

«Além de avaliar o trabalho, pretende-se também ter uma leitura prospetiva de futuro», acrescentou, referindo-se ao evento que vai ter informações e inscrições abertas no Portal das Comunidades.

Por seu lado, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, destacou a diáspora como «um ativo enorme de um país pequeno», deixando o alerta que para quem de «uma raiz muito pequena conseguiu uma árvore muito grande é bom que trate dos seus frutos».

 

Promover o Associativismo

No sentido de dar um contributo para estruturar a base de debate para o congresso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros publicou um documento que levanta algumas questões importantes nesta matéria e que introduz como ponto de reflexão. No preâmbulo do documento pode ler-se: «Tendo a presente iniciativa como objetivo colocar em interação os protagonistas de algumas das Redes dos Portugueses da Diáspora, esta, a do Associativismo, pode ser considerada como aquela que junta todos, que mais congrega, que a partir de uma raiz mais basilar agrega à sua volta e junto de si agentes da Cultura, da Ciência, da Economia, da Política e da Cidadania, enquanto cidadãos ativos e reconhecidos, quer na comunidade portuguesa quer na sociedade do respetivo país de acolhimento, para além de manter vivas as tradições portuguesas».

À data de hoje, cerca de um terço da população com nacionalidade portuguesa, ou lusodescendente, vive fora de Portugal, fruto das sucessivas vagas migratórias que ocorreram a partir do final do século XIX, em comunidades diversas, em geral de forma integrada. A relevância destas comunidades para a ação externa do país tem-se aprofundado a tal ponto que passou a constituir de per se um quarto eixo autónomo orientador da ação externa. Para termos uma noção da dimensão deste fenómeno teremos de ter em consideração que Portugal tem 12 comunidades com mais de 100.000 pessoas, espalhadas por quatro continentes (Europa, América, África e Ásia, para além de núcleos relevantes na Oceânia) e que existem portugueses registados em 176 dos193 Estados da Organização das Nações Unidas.

É esta nesta lógica que o documento introduz algumas questões que permitam fomentar o debate e respondem a problemas atuais:

- Como está a ser sentida, na prática, no dia-a-dia, a eventual “falta de interesse dos mais jovens” que amiúde se vê ser referida, enquanto mudança do paradigma do Associativismo na Diáspora Portuguesa?

- Fará sentido equacionar a alteração dos moldes da prática associativa para a tornar mais atrativa às gerações mais jovens? Se sim, de que forma conseguir cativar os portugueses e lusodescendentes mais novos?

- Como trabalhar no sentido de aproximar e fomentar o trabalho colaborativo entre os vários atores (Associações, Confrarias, Academias, outros) do movimento associativo?

- Existirão possíveis mudanças no processo de atribuição de Apoios ao Associativismo (DGACCP/MNE) que sejam suscetíveis de melhorar o seu funcionamento?

- Como potenciar a era de avanços tecnológicos contínuos em que vivemos, que torna o Mundo “mais pequeno”, transformando potenciais ameaças em oportunidades?

A versão integral do documento pode ser consultada em: https://www.portaldascomunidades.mne.pt/images/GADG/1_190706_ Associativismo_by_RicardoAlves.pdf 


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