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Representante da diáspora portuguesa pede reforço do gabinete das comunidades
Revista PORT.COM • 16-Jul-2019
Representante da diáspora portuguesa pede reforço do gabinete das comunidades



Aleixo Vieira, do Conselho da Diáspora e fundador do jornal Correio da Venezuela, pediu mais apoio para o gabinete das Comunidades Portuguesas, porque há «quatro ou cinco pessoas a trabalhar para 10 milhões», um trabalho «muito difícil e ingrato».

«O Presidente [da República] falou em 10 milhões de emigrantes, temos cerca de 250 deputados a tratar dos assuntos de Portugal e dos portugueses residentes, e temos quatro ou cinco pessoas a trabalhar para 10 milhões de portugueses lá fora. Às vezes é muito difícil e ingrato o seu trabalho. De uma maneira ou de outra, temos de melhorar essa parte», apelou, no final da sua intervenção no I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa.

Ainda antes, o também representante da comunicação da rede da diáspora, enalteceu o trabalho que tem sido desempenhado pela embaixada portuguesa na Venezuela, pelo diretor-geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, Júlio Vilela, e pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

«Têm estado preocupados com a proximidade dos consulados com a comunidade portuguesa. Nos momentos bons estávamos desamparados, nos menos bons temos sentido o carinho e apoio das utilidades portuguesas. Tem sido [um apoio] incondicional, estão do nosso lado e preocupados, através das diversas iniciativas e visitas. Agradecemos, a comunidade sente e transmite e é isso que transmitimos a partir do jornal também», afirmou.

Salientou igualmente que, para existir eventos como um encontro de gerações, «tem de haver muito cuidado e aceitação de Portugal», sobretudo dos interlocutores na Venezuela, «neste caso, a embaixada e consulados», admitindo que em ambos os casos «estão muito bem servidos».

«O embaixador é muito preocupado com a nossa comunidade e o que fazemos, promove atos culturais que enaltecem a nossa portugalidade. O secretário de Estado tem sido uma pessoa incondicional. Nos momentos difíceis é quando aparecem verdadeiros amigos. O Dr. Júlio Vilela [diretor-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas] tem sido uma pessoa preocupada com os consulados, os programas e a proximidade deles com os portugueses na Venezuela», destacou.

Aleixo Vieira fundou o Correio da Venezuela há 20 anos, «uma experiência gratificante» que criou a oportunidade de «conhecer a comunidade portuguesa na Venezuela» e «perceber aquilo que é o grande tesouro: as segundas, terceiras e quartas gerações de emigrantes».

«Tentamos ressaltar aquilo de bom que [os portugueses] fazem e que geralmente é tudo. Os portugueses na Venezuela são muito ativos, trabalhamos muito no associativismo, destacamos a luso-descendência, a parte desportiva… um pouco de tudo. Não sentimos tanto a falta de compra de jornais, porque pensamos que Portugal é um só. Portugal une-se para tratar os assuntos da diáspora e isso para nos é gratificante. Perceber que a política faz-se num sentido de agradar as nossas comunidades», explicou.


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