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Campanha para contagem de portugueses nos EUA vai pedir apoio a 650 instituições
Revista PORT.COM • 07-Ago-2019
Campanha para contagem de portugueses nos EUA vai pedir apoio a 650 instituições



A campanha Make Portuguese Count (MPC), para que os censos de 2020 nos Estados Unidos da América incluam a etnia portuguesa, vai pedir o apoio de 650 instituições norte-americanas, disse à agência Lusa a diretora nacional, Marie Ray Fraley.

A MPC tem já uma lista de 650 clubes, associações, igrejas e escolas a quem vai pedir o apoio para sensibilizar a população portuguesa ou lusodescendente nos Estados Unidos da América (EUA) a declarar a etnia portuguesa no recenseamento de 2020, que decorre em abril.

Os responsáveis da campanha MPC defendem que os censos devem passar a incluir a etnia portuguesa para que se criem mais iniciativas sociais para o bem-estar dos luso-americanos.

«Acreditamos que há, pelo menos, 1,4 milhões de pessoas de descendência portuguesa [nos EUA] e isso inclui imigrantes, filhos de portugueses e lusodescendentes», disse Marie Ray Fraley, também diretora-geral do PALCUS - Conselho de Liderança Luso-Americano.

«Os dados serão recolhidos para podermos discutir aquilo que queremos neste país. Sejam programas de língua portuguesa nas escolas públicas, seja para eleger representantes, seja para projetos de pesquisa sobre a saúde dos portugueses neste país. Seja para o que for, precisamos das estatísticas», explicou a luso-americana, neta de imigrantes açorianos.

A campanha MPC, lançada no final do ano passado vai entrar na terceira fase (num plano de cinco), a de «educar a comunidade em como preencher exatamente a questão número sete [dos censos], que tem a ver com raça e etnia».

«Não importa qual é o seu ADN -- todos estão a fazer testes de ADN estes dias -- não importa se tem ou não passaporte português, ou se fala português. Se se identifica com a herança portuguesa, pedimos que escreva ‘Portuguese’ na questão número sete», salientou Marie Ray Fraley.

Os censos norte-americanos indicam geralmente as opções de raça branca, negra ou afro-americana, asiática, índia americana ou nativa do Alasca, nativa do Havai e Outras Ilhas Pacíficas, ou outras, enquanto na etnia os inquiridos declaram a categoria hispânico/latino ou não-hispânico/latino.

A publicidade para a Make Portuguese Count será reforçada a partir de janeiro, para mobilizar a comunidade até abril, quando os censos são realizados ‘online’, por correio ou pessoalmente.

Neta de imigrantes açorianos, que chegaram aos EUA de barco nos inícios do século XX, Marie Ray Fraley declara ser 100% portuguesa, apesar de ter nascido nos Estados Unidos e os seus pais também serem originalmente americanos.

«Certamente quando eu estava a crescer, nós tínhamos a comida, a cultura, eles [pais e avós] falavam português em casa, apesar de não falarem português para nós [filhos]. Cheguei a um ponto na minha vida em que senti que me estava a faltar algo», afirmou a antiga diretora do Instituto de Estudos Lusófonos do Rhode Island College.

Marie Ray Fraley considerou que «há algo sobre ser americano» que faz perceber que se vem «de outro lugar, como toda a gente».

«Eu cresci com netos de italianos, franco-canadianos, irlandeses, gregos e de muitas outras etnias. Todos nós sabemos que vimos de outros lugares. Negá-lo é negar a própria identidade», concluiu.


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