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Furacão Lorenzo já provocou 15 ocorrências e dois desalojados nos Açores
Revista PORT.COM • 02-Out-2019
Furacão Lorenzo já provocou 15 ocorrências e dois desalojados nos Açores



Rajada máxima de 145 km/h na ilha do Faial. Registam-se situações com desalojados em duas ilhas dos Açores.

“Neste momento temos 15 ocorrências registadas, nove resolvidas e seis em resolução", adiantou, em declarações aos jornalistas, a secretária regional da Saúde, Teresa Machado Luciano, acrescentando que existem duas pessoas desalojadas, que foram para casa de familiares. Até ao momento não há registo de feridos, sendo todos os danos relatados de índole material.

Segundo a governante, que está no serviço de proteção civil dos Açores, sediado na ilha Terceira, as ocorrências, sobretudo "obstrução de vias, queda de árvores e telhas caídas", foram registadas "nas Flores, no Pico e no Faial".

O furacão Lorenzo já baixou para categoria 1, na intensidade prevista pela Proteção Civil açoriana.

"Estamos a acompanhar todo o processo e pensamos que o pico será por volta das 6 horas [mais uma em Portugal continental]", afirmou Teresa Machado Luciano. O período crítico mantém-se até às 9h00.

A rajada máxima até ao momento, 145 quilómetros por hora (Km/hora), foi registada na ilha do Faial, no grupo central, seguindo-se 130 Km/hora nas Flores e 126 km/hora no Corvo.

Já foram encerradas 61 estradas em várias ilhas dos Açores.

A maior proximidade do centro do furacão Lorenzo à ilha das Flores deve registar-se pelas 06h00 locais de hoje (07h00 em Lisboa), disse também o delegado local do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), à agência Lusa.

Por aquela hora, o centro do furacão deve estar a aproximadamente 100 quilómetros a oeste da ilha das Flores, previu Carlos Ramalho.

O Lorenzo irá afetar todo o arquipélago, mas "especialmente" a ilha das Flores e a do Corvo, indica ainda o IPMA, sublinhando que os efeitos da tempestade começarão a sentir-se progressivamente madrugada dentro e na manhã de quarta-feira.

Para as ilhas das Flores e do Corvo (grupo Ocidental), prevê-se vento sueste rodando para noroeste com rajadas na ordem dos 190 km/hora (com uma probabilidade de 40% de a rajada máxima ser superior a 200 km/h), chuva por vezes forte e ondas de sul passando a sudoeste, com altura significativa entre 10 e 15 metros. A altura máxima de onda pode atingir os 25 metros.

Já para o grupo Central (Pico, São Jorge, Faial, Graciosa e Terceira) é esperado vento sudoeste com rajadas até 160 km/h, períodos de chuva e ondas de sudoeste passando a oeste com altura significativa entre nove e 12 metros, podendo a altura máxima de onda atingir os 22 metros.

Nas ilhas do grupo Oriental - São Miguel e Santa Maria - deverá haver vento sul rodando para oeste com rajadas até 100 km/h, períodos de chuva e ondas de sudoeste com altura significativa entre sete e nove metros.

O presidente da Proteção Civil açoriana, Carlos Neves, admitiu que esta possa ser a tempestade mais forte dos últimos 20 a 22 anos a afetar o arquipélago. "Nós temos nos últimos anos tido algumas tempestades tropicais que provocaram estragos, tivemos a sorte de alguns furacões que tinham como trajetória o arquipélago se terem desviado e terem passado a centenas de quilómetros do arquipélago, não provocando estragos, mas este, de facto, embora se tivesse desviado nos últimos dias ligeiramente para oeste, mesmo assim afetou-nos de uma forma muito agressiva", afirmou.

 

 


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