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Ensino do português em Timor-Leste tem de ser mais exigente
Revista PORT.COM • 07-Fev-2017
Ensino do português em Timor-Leste tem de ser mais exigente



A secretária de Estado falava na conclusão de uma visita a Timor-Leste, num encontro com dezenas de agentes de cooperação portugueses que atuam no país, em áreas tão diversas como a educação, defesa, justiça, segurança, entre outras.

A secretária de Estado da Cooperação portuguesa defendeu que o ensino da língua portuguesa em Timor-Leste precisa de fazer mais exigências a Portugal, mas também a Timor-Leste que nem sempre responde com "um compromisso claro" nesta matéria.

"Temos de ser mais exigentes connosco, mas também temos de ser mais exigentes com Timor, se Timor quer que ajudemos, designadamente em matéria da língua portuguesa", afirmou Teresa Ribeiro, em Díli.

"Aquilo que notei e noto é que - embora os timorenses vejam um maior esforço e interesse na língua portuguesa -, eventualmente o trabalho que temos vindo a fazer, muitas vezes com enorme boa vontade, de alguma forma não tem do lado timorense um compromisso claro, tem de ser olhado de outro modo", frisou.

O apoio ao setor educativo e em particular ao ensino do português é uma das principais linhas do programa alargado de cooperação bilateral de Portugal com Timor-Leste, com iniciativas em vários setores em que se destaca o apoio com cerca de 140 professores às escolas de referência, hoje conhecidas como Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE).

Considerando que a questão do ensino do português é uma das grandes preocupações no quadro da cooperação com Timor-Leste - que continua a ser prioridade na política externa portuguesa, Teresa Ribeiro referiu-se às fraquezas que ainda se notam em matéria de língua, apesar dos avanços conseguidos, dando como exemplo o Parlamento Nacional.

"É difícil construir um Estado, construir uma democracia em que metade do parlamento não fala português. Como é que pode discutir os diplomas que ali são produzimos, que ali vão para análise, para avaliação?", questionou.

"Não pode exercer a sua missão fiscalizadora sobre o Governo e, portanto, não pode senão ter um papel que é de fachada, que nada tem de substantivo e que nada trás em termos de consolidação da democracia", concluiu.


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