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Manual de português vai ser lançado em outubro em Macau
Revista PORT.COM • 22-Set-2016
Manual de português vai ser lançado em outubro em Macau



O Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM prepara-se para lançar, até ao final do ano, pelo menos quatro livros, na área da escrita ou fonética, e o quarto volume do “Português Global”.

O manual de ensino “Português Global”, publicado pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM), vai ser lançado oficialmente no próximo mês e depois distribuído na China graças a um inédito acordo com uma editora de Pequim.

O lançamento vai ter lugar por ocasião da V Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), marcada para 11 e 12 de outubro, embora a data em concreto ainda esteja por decidir, adiantou à agência Lusa o presidente do IPM, Lei Heong Iok.

O acordo alcançado no ano passado com a Commercial Press constitui o primeiro do tipo em que uma editora chinesa vai difundir manuais de ensino de português produzidos fora do interior da China, como explicou, em abril, o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, Carlos André.

No mesmo dia do lançamento oficial do manual, vai ser lançado um outro livro, editado pelo IPM, da autoria de Carlos André, adiantou Lei Heong Iok. “Uma língua para ver o mundo: olhando o português a partir de Macau” é o título da “colectânea de ensaios”, todos inéditos à excepção de dois, escritos ao longo do tempo, em particular nos últimos dois anos.

Para Carlos André, do ‘boom’, que fez com que de quatro universidades a China passasse a ter hoje 33 com ensino do português – 23 das quais em licenciatura – resulta um problema: a “escassa preparação dos docentes e “a falta de materiais”.

“Eles falam muito bem português porque se formaram em boas escolas, quase todas na China, muitas vezes com um ano passado em Portugal – às vezes mais – muitos deles até têm mestrado, (…) mas aprenderam português, não a ensinar português”, explicou Carlos André.

Sobre o futuro do ensino português na China, o académico rejeita uma estagnação e diz que “o sistema está em crescimento”. Até lá, “temos de ser nós a fazer o que é necessário para apoiar este corpo docente cheio de vontade e generosidade. Nós, não digo portugueses apenas, mas nós a partir de Macau que tem uma missão específica que a História lhe confere”, argumentou.


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