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Revista PORT.COM • 03-Dez-2017
Conferência Anual de Estudos Conjuntos dos Países de Língua Portuguesa 2017 realizada em Beijing



Intitulada “Diálogo e Cooperação entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa no Século XXI”, a Conferência Anual de Estudos Conjuntos dos Países de Língua Portuguesa 2017 foi realizada na Universidade de Economia e Negócios Internacionais (UIBE) em Beijing.

Organizada pelo Centro Chinês de Estudos dos Países de Língua Portuguesa (CCEPLP) da UIBE, Instituto Brasileiro de Estudos da China e Ásia-Pacífico (IBECAP) e Instituto Internacional de Macau (IIM), a conferência internacional, o primeiro seminário anual entre os institutos chineses e dos países da língua portuguesa, convidou centenas de académicos e representantes empresariais provenientes tanto da China como dos países lusófonos.

Zhao Zhongxiu, vice-reitor da UIBE, apontou que, graças à iniciativa do Cinturão e Rota e ao desenvolvimento do mecanismo do BRICS, a estreita relação entre a China e os países lusófonos influenciará positivamente as economias regionais e o panorama econômico global.

“Nos próximos cinco anos, a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa entrará numa fase do desenvolvimento acelerado”, afirmou Wei Jianguo, vice-presidente do Centro de Intercâmbios Económicos Internacionais e ex-vice-ministro do Comércio da China.

A língua portuguesa é a terceira que mais cresce no mundo - atrás apenas do espanhol e do inglês, sendo idioma oficial de oito países, com aproximadamente 250 milhões de falantes. A Região Administrativa Especial de Macau é considerada como uma ponte que liga o país asiático e a CPLP, devido à sua história, linguagem e vantagem geográfica.

Tânia Romualdo, embaixadora de Cabo Verde na China, considera Macau como uma plataforma para a relação e cooperação entre a China e os países lusófonos.

“O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) promoveu a colaboração e comunicação entre os dois lados nas áreas da política, economia, tecnologia e ciência, entre outras, de uma maneira estratégica”, afirmou.

Ao longo dos últimos anos, a cooperação económica e comercial entre a China e os países da língua portuguesa tem obtido resultados notáveis, marcados pelo grande crescimento dos fluxos de comércio e de investimento.

Segundo Lan Hu, conselheiro do Departamento da América Latina e Caribe, do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, até ao final de 2016, o investimento total de ações das empresas chinesas nos países lusófonos excedeu os 50 bilhões de dólares, enquanto o volume de todos os contratos de construção nos países lusófonos ultrapassou os 90 bilhões de dólares. Por outro lado, cerca de mil entidades lusófonas foram estabelecidas no país asiático.


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