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China destrona Portugal nas importações angolanas
Revista PORT.COM • 10-Jan-2018
China destrona Portugal nas importações angolanas



A China destronou Portugal na liderança entre os países que mais venderam a Angola, no terceiro trimestre de 2017, mantendo-se também como o maior destino das exportações angolanas, comprando mais de metade do petróleo produzido.

Os dados constam do documento estatístico do comércio externo entre julho e setembro de 2017, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, que refere que Portugal viu descer a sua quota entre o total das importações angolanas de 17,3% para 16,1%, face ao trimestre anterior.

Agora no segundo lugar, o total das importações angolanas com origem em Portugal atingiram no terceiro trimestre os 82.546 milhões de kwanzas (417 milhões de euros), uma quebra de 8,5% face aos três meses anteriores, mas subindo 11% tendo em conta o registo do período homólogo de 2016.

Já a China reassume a liderança na origem das importações feitas por Angola, depois de já ter ocupado o primeiro lugar durante parte do ano de 2016, agora com vendas de 90.903 milhões de kwanzas (459 milhões de euros) no mesmo trimestre, um aumento de 11,2% face aos três meses anteriores.

Com este resultado, a China passa a ter uma quota de 17,7% do total das compras que Angola fez ao exterior entre julho e setembro, um volume que cresceu 46% face aos dados do período homólogo de 2016, o pico da crise da angolana.

Com uma quota de 8%, os Estados Unidos da América mantêm o terceiro lugar das origens das compras angolanas, com um volume de 40.904 milhões de kwanzas (206,7 milhões de euros).

No plano inverso, a China continua a ser o maior comprador das exportações de Angola, com uma quota sobre o total de 52,9% no terceiro trimestre, essencialmente de petróleo. Este peso traduz-se em 733.118 milhões de kwanzas (3.700 mil milhões de euros), um crescimento, em valor, de 29,7%, face às compras que a China fez a Angola no mesmo período de 2016 e de 4% face ao segundo trimestre de 2016.

A Índia mantém-se no segundo lugar, apesar de ter diminuído as compras de petróleo, passando a agora a ter uma quota sobre o total das exportações angolanas de 6,3%. Essas compras descerem no terceiro trimestre do ano para os 117.795 milhões de kwanzas (595 milhões de euros), seguida dos Estados Unidos da América, com uma quota de 5,6%, comprando 77.676 milhões de kwanzas (392 milhões de euros) de exportações angolanas.

Portugal volta a não figurar entre os 12 principais destinos das exportações feitas por Angola, neste caso entre julho e setembro.


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