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Países lusófonos podem aproveitar abertura de mercado com 1.ª Expo Internacional de Importação da China
Revista PORT.COM • 18-Fev-2018
Países lusófonos podem aproveitar abertura de mercado com 1.ª Expo Internacional de Importação da China



A 1.ª Expo Internacional de Importação da China, que se realizará em Shanghai, na China, entre os dias 5 e 10 de novembro de 2018, será uma oportunidade para os países de língua portuguesa poderem apresentar os seus produtos e serviços para os chineses.

A iniciativa foi anunciada pelo presidente chinês, Xi Jinping e mostra o compromisso da China com a globalização e a ampliação do comércio internacional, baseado em trocas de benefício mútuo. É também um indicativo contundente de que a China quer abrir o seu mercado a negócios estrangeiros, conforme sinalizado no 19.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado em novembro de 2017.

É desejo do governo central que, após sediar a Expo, a China possa continuar a elevar o nível de liberação e facilitação comercial e, em conjunto com outros países, aumentar o comércio global, dinamizar o papel de liderança em cooperação económica e comercial também na implementação da Iniciativa Um Cinturão e Uma Rota, além de fazer bom uso do comércio internacional como propulsor do crescimento da economia mundial e contribuir para uma globalização económica mais vigorosa, inclusiva e sustentável.

Há um foco em países em desenvolvimento, que incluem inclusive subsídios do governo chinês para a participação. Impulsionar o comércio não é novidade para a China. Para se ter uma ideia, quatro dos países lusófonos - Angola, Guiné Bissau, Moçambique e Timor-Leste -obtiveram, em 2017, tratamento preferencial para produtos produzidos a partir de componentes adquiridos na China ou entre o grupo de países do acordo - que soma 41 nações, no total.

Organizado pelo Ministério do Comércio da China com o Governo de Xangai no Centro de Exposições e Convenções Nacional de Xangai, o evento será também palco da Exposição Geral de Comércio e Investimento das Nações e da Exposição Comercial de Empresas. Na primeira, os países são convidados e não há taxas para locação. Na segunda, os participantes têm custos.

O espaço, destinado a produtos, está distribuído pelos seguintes setores: produtos inteligentes e equipamentos de ponta, aparelhos eletrónicos, eletrodomésticos, vestuários, bens de consumo, automóveis, alimentos, produtos agrícolas, equipamentos e instrumentos médicos, além de produtos da área de saúde. A área de serviços será composta por tecnologia emergente, terceirização de serviços, design inovador, cultura, educação, turismo, entre outros.  


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