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Ramos-Horta incita Casa de Portugal a apoiar a Língua portuguesa em Timor
Revista PORT.COM • 13-Jun-2018
Ramos-Horta incita Casa de Portugal a apoiar a Língua portuguesa em Timor



O ex-Presidente da República timorense, José Ramos Horta, desafiou a Casa de Portugal em Timor-Leste, a associar-se aos esforços do Governo timorense e ao apoio do Governo português para o fortalecimento da língua lusa no país.

Segundo Ramos Horta, a Casa de Portugal vai secundar os esforços do Governo timorense e do Governo português em expandir a Língua portuguesa. O português não está a desaparecer em Timor, está a aparecer. Em 1975 praticamente não havia português e hoje as estatísticas oficiais falam de 23% a falar a língua.

O ex-presidente da república esteve presente na apresentação pública da Casa de Portugal de Timor-Leste, que decorreu este sábado no Centro Cultural da Embaixada de Portugal em Díli, espaço que acolhe, temporariamente, o que é a primeira associação portuguesa de Timor-Leste. A cerimónia ficou marcada pela assinatura da adesão formal à associação dos seus 25 primeiros fundadores, entre eles o próprio José Ramos-Horta.

Fernando Figueiredo, presidente da direção da Casa de Portugal deu conta dos objetivos e estatutos da associação.

Criada por um grupo inicial de 25 pessoas e sem fins lucrativos, a nova associação foi criada, segundo os seus estatutos, para zelar pela «preservação da identidade da comunidade e do seu património cultural, nomeadamente da língua e cultura portuguesas» e contribuir para o desenvolvimento de Timor-Leste estão entre os objetivos da Casa de Portugal.

Outro dos objetivos é que a associação possa tornar-se «num interlocutor privilegiado na procura de soluções para problemas específicos que afetem a comunidade portuguesa em Timor-Leste».

Promover a solidariedade na comunidade portuguesa e fomentar as relações com as restantes comunidades são outros objetivos da associação que quer ainda criar núcleos de ação cultural e de formação.

Intervindo na cerimónia, José Pedro Machado Vieira, embaixador de Portugal em Díli e que se tornou no primeiro sócio honorário da Casa de Portugal - leu um excerto de uma carta enviada pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

A carta saúda a iniciativa que considera «mais uma expressão da vitalidade, dinamismo e capacidade de mobilização» da diáspora portuguesa.

O diploma defendeu um esforço para envolver jovens na associação que deve procurar «complementaridades» e adaptar-se à realidade da comunidade portuguesa em Díli - cerca de mil pessoas, segundo os registos consulares.


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