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Universidade de Coimbra cria curso para estudar a relação da China com os Países Lusófonos
Revista PORT.COM • 15-Jun-2018
Universidade de Coimbra cria curso para estudar a relação da China com os Países Lusófonos



A Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) acaba de abrir um curso de formação avançada sobre a relação da China com os Países de Língua Portuguesa, com o objetivo de aumentar o conhecimento existente nesta área.

O curso intitulado “A China e os Países de Língua Portuguesa na Economia Mundial: Comércio, Turismo, Cooperação e Desenvolvimento”, oferece um maior entendimento das estruturas institucionais e dos ambientes comerciais, assim como de negócios mais complexos e em constante mudança. É dado especial enfoque à cultura empresarial, gestão intercultural e relações comerciais, fornecendo as ferramentas necessárias para singrar neste contexto.

Entre os principais destinatários estão atuais e futuros diplomatas, políticos, jornalistas, advogados e legisladores, bem como empresários e investidores, ou intermediários, que trabalhem na área das relações da China com os países europeus e lusófonos.

Segundo Carmen Amado Mendes, coordenadora do curso e professora de Relações Internacionais da FEUC, «este intercâmbio é facilitado pelo próprio ambiente de Coimbra, onde estudantes do Mundo Lusófono se cruzam com os muitos chineses que aqui aprendem português, para depois trabalharem nesses países como diplomatas, tradutores ou empresários».

Para além de noções básicas de chinês, são oferecidos quatro seminários organizados por módulos lecionados pelos melhores especialistas nacionais e internacionais da área. As temáticas abordadas incluem os sistemas políticos da China, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da União Europeia, o turismo, investimentos e relações comerciais sino-lusófonas.

De acordo com a coordenadora do curso, «os estudos de caso em análise vão fazer particular referência à iniciativa chinesa da Nova Rota da Seda, o programa infraestrutural que consubstancia e marca esta nova fase da globalização com matriz chinesa e que serve de elo entre a China e o Ocidente.»

As aulas vão decorrer às sextas-feiras à tarde entre finais de setembro e dezembro e entre fevereiro e maio, sendo possível frequentar apenas um dos semestres.


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