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«A lusofonia é o instrumento privilegiado de afirmação dos nossos povos e países no mundo»
Revista PORT.COM • 02-Jul-2018
«A lusofonia é o instrumento privilegiado de afirmação dos nossos povos e países no mundo»



Em entrevista à PORT.COM, Vitor Ramalho, secretário-geral da UCCLA passou em revista as questões mais prementes da afirmação do papel da organização num mundo em constante mudança. Consciente que a vontade política dos governos será determinante no futuro, deixa, no entanto, expressa a preocupação de que não se tem avaliado esta situação como seria desejável.

No atual contexto internacional, marcado por volatilidade política, acredita que existe espaço para reforço do papel de instituições como a UCCLA?

Acredito, desde que haja vontade política. Dentro de poucos anos cerca de 70% da humanidade viverá em cidades. Este facto vai determinar de forma crescente que se encontrem respostas novas para questões fundamentais para as cidades, desde as ambientais, alimentares, passando pela educação, não esquecendo as da cultura, cidadania, entre outras.

As cidades terão de ser concebidas numa lógica sustentável, assentes no conceito de cidades inteligentes.

O facto de as relações entre os representantes das cidades garantir maior proximidade, do que as que se estabelecem entre países, é um elemento muito importante para o aprofundamento das relações entre os povos.

No que respeita às cidades dos países de língua oficial portuguesa, o futuro dependerá, como referi, de uma vontade política dos governos de todos os nossos países. Infelizmente não se tem avaliado a situação como desejaria. Neste mundo global, sem barreiras e com livre circulação de pessoas, bens e capitais, o peso da lusofonia é enorme. Ela é o instrumento privilegiado de afirmação dos nossos povos e países no mundo. É possível, necessário e mesmo urgente, percebermos de forma consequente esta evidência.

Não se esqueça que falamos a quarta língua mais falada no mundo e a primeira do atlântico sul.

No seu entender quais são os maiores desafios que se colocam num futuro próximo?

O mundo não está fácil e o dos países e cidades de língua portuguesa também não. Vivemos ainda as consequências do impacto telúrico da implosão do velho mundo bipolar e as ondas de choque estão, ainda aí e visíveis à vista desarmada.

No plano em que a presente entrevista se insere, que tem a ver com os países e cidades de língua oficial portuguesa, a prioridade das prioridades é de natureza política. É que não nos podemos esquecer que a economia, que hoje tudo parece preencher, é um instrumento da política e não um fim em si.

 

Quero com isto dizer que a prioridade não pode deixar de ser de natureza estratégica e que vá para além de respostas de curto prazo, meramente conjunturais, sem enquadramento em objetivos mais vastos e de longo prazo. Admito que a próxima presidência da CPLP, a partir de 1 de janeiro de 2019, a ser assegurada por Cabo Verde, que parece ter privilegiado a cultura entre os objetivos que marcarão a sua presidência, possa vir a significar um salto qualitativo da CPLP, que é tão necessário ser dado.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de julho da Revista PORT.COM: http://www.revistaport.com/revista


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