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Associação de Professores de Português dos EUA antecipa aumento de alunos
Revista PORT.COM • 06-Ago-2018
Associação de Professores de Português dos EUA antecipa aumento de alunos



A Associação de Professores de Português dos EUA (AOTP) antecipa um aumento do número de alunos matriculados em cursos de português nos Estados Unidos no próximo ano letivo.

O interesse pela aprendizagem do português no país deverá aumentar "com certeza" devido à sua reclassificação como língua crítica, afirmou o presidente da AOTP, Luís Gonçalves, à margem do encerramento do VII Encontro Mundial sobre o Ensino de Português (EMEP), organizado pela AOTP, que decorreu na Universidade de Pittsburgh no fim de semana de 4 e 5 de agosto.

Segundo as estatísticas publicadas este ano pela Modern Language Association, em 2016 havia perto de dez mil alunos de português no ensino pós-secundário norte-americano.

Luís Gonçalves, professor de português na Universidade de Princeton, sublinhou que a expectativa é que haja «mais alunos nas aulas», o que provocará «a necessidade de mais professores e mais formação».

Espera-se também a disponibilização de mais recursos para o ensino do português, que nos Estados Unidos é procurado no contexto de projetos profissionais e como língua de herança.

«É um bom começo demonstrar aos administradores educativos que há interesse em português», disse Luís Gonçalves, referindo que «o sistema norte-americano vive à base de números».

No VII EMEP, que levou a Pittsburgh docentes vindos de Portugal, Brasil, Canadá, Polónia, Colômbia, Uruguai, Espanha, Bolívia e México, além de Estados Unidos, foram apresentados métodos pedagógicos inovadores para o ensino da língua portuguesa em várias vertentes. O professor e presidente da AOTP sublinhou que «a qualidade das apresentações tem aumentado consideravelmente» nos últimos anos e a tendência é para um «ensino colaborativo, cooperativo, baseado em projetos, que é o mais parecido com aquele das zonas de contacto linguístico».

Outra grande tendência é a utilização de tecnologias virtuais para «encurtar as distâncias» entre os países e permitir «intercâmbios virtuais baseados em práticas pedagógicas consistentes e comprovadas». O VII EMEP, que reuniu 140 pessoas, será seguido em outubro de um simpósio virtual sobre o português como língua de herança, dirigido aos professores em todo o mundo que trabalham para «manter o português nos filhos dos emigrantes».

Nos Estados Unidos, há sobretudo um «interesse específico e instrumental» baseado nas economias dos países lusófonos. «O aluno de português vem com um plano», disse Luís Gonçalves, exemplificando com engenheiros petrolíferos interessados em São Tomé e Príncipe, investigadores com destino à Amazónia ou profissionais de energias renováveis que querem ir para Portugal.

Embora o Brasil seja o país que dá maior impulso ao ensino de português, pelas oportunidades económicas que representa, Luís Gonçalves indicou que a instabilidade atual tem desviado alguns programas de intercâmbio e cursos de verão para Portugal, que «está com um perfil bastante elevado».

Estes programas geram efeitos benéficos "boca a boa", em que os alunos regressam aos EUA «mais interessados pela cultura portuguesa e pela diversidade que um retângulo tão pequeno tem e que é enorme».


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