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Incêndio destrói Museu Nacional no Rio de Janeiro
Revista PORT.COM • 04-Set-2018
Incêndio destrói Museu Nacional no Rio de Janeiro



Edifício histórico com 200 anos albergava coleções únicas, que terão desaparecido no fogo.

Um incêndio de grandes dimensões destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. O fogo deflagrou este domingo no edifício com 200 anos, construído quando o Brasil ainda era uma colónia portuguesa, e terá queimado mais de 20 milhões de objetos, incluindo achados arqueológicos e outras coleções históricas. Era um dos maiores acervos históricos e científicos do país.

Para o Presidente Michel Temer, «a sua destruição é uma perda incalculável para o Brasil. Duas centenas de anos em trabalho, investigação e conhecimento foram perdidas.»

Ainda não se conhecem as causas do incêndio, no entanto sabe-se que a instituição, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, já estava a sofrer cortes orçamentais há pelo menos três anos. Alguns pavimentos internos do prédio desabaram, ainda que os bombeiros tenham conseguido salvar uma parte do acervo.

No momento em que o fogo deflagrou, após o encerramento do museu ao público, perto das 19h30, havia apenas quatro vigilantes no local que conseguiram escapar. Várias imagens aéreas mostram o edifício tomado pelas chamas e a dificuldade dos bombeiros em controlá-las, com zonas do museu já sem qualquer cobertura.

Segundo explica o comandante-geral dos bombeiros, Roberto Robadey, as duas bocas-de-incêndio localizadas na área do museu estavam sem água, obrigando-os a esperar por camiões-cisterna, o que dificultou o combate às chamas.

Robadey diz ainda que o tipo de construção e o conteúdo do museu contribuíram para a proporção do incêndio, uma vez que o edifício, antigo, continha peças guardadas em álcool.

O Governo português lamentou «a perda de um acervo histórico e científico insubstituível» do “emblemático” Museu Nacional do Brasil, «assim como pelos danos sofridos pelo próprio edifício, também ele um marco importante da História comum luso-brasileira».

Num comunicado divulgado esta segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo diz estar «inteiramente disponível para colaborar na procura da reconstituição deste importante património identitário, não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina e do mundo».

O fogo apenas ficou extinto na madrugada desta segunda-feira. Ainda é difícil fazer o balanço das perdas, mas a dimensão do incêndio não deixa dúvidas de que foram gigantescas.

O edifício, criado por D. João VI, rei português, foi a residência oficial da família real e imperial no Brasil e o acervo do museu era formado por cerca de 20 milhões de peças, entre as quais se destacam objetos naturais, como um meteoro, o mais antigo fóssil humano alguma vez encontrado na América do Sul, o maior e mais importante acervo indígena e uma das bibliotecas de Antropologia mais ricas do Brasil. 

 

Foto em destaque: © Ricardo Moraes/Reuters 


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