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Guterres considera CPLP «um dos mais fortes pilares de apoio» às Nações Unidas
Revista PORT.COM • 05-Nov-2018
Guterres considera CPLP «um dos mais fortes pilares de apoio» às Nações Unidas



Secretário-geral da ONU foi distinguido com o prémio José Aparecido de Oliveira e adiantou que o montante em causa, 30 mil euros, serão entregues ao Conselho Português para os Refugiados.

O secretário-geral da ONU afirmou esta segunda-feira que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é «um dos mais fortes pilares do apoio» às Nações Unidas e destacou o papel do multilateralismo na resposta aos «enormes riscos» mundiais.

António Guterres, que foi distinguido pela CPLP com o prémio bienal José Aparecido de Oliveira, considerou que este reconhecimento mostra «o empenhamento dos membros da CPLP em tudo fazer» para enfrentar «os enormes riscos» que se apresentam ao mundo, das alterações climáticas ao terrorismo, passando pelos impactos da evolução tecnológica.

A resposta da comunidade internacional a esses riscos deve ser feita, não através «de expressões de nacionalismo e de isolacionismo que não têm qualquer sentido», mas reafirmando «uma ordem multilateral» que Guterres considerou ser atualmente «mais indispensável do que nunca para a resolução dos problemas mundiais».

Para Guterres, a CPLP tem «condições excecionais» para «fazer pontes» e ser mensageira de uma ordem internacional baseada no Direito, pois inclui países de todos os continentes e assenta num quadro de relações de cooperação e amizade entre todos os seus Estados, sendo descrita como «um símbolo de harmonia».

O ex-primeiro-ministro português adiantou que o prémio pecuniário, no valor de 30 mil euros, vai ser entregue ao Conselho Português para os Refugiados pelo seu papel «na generosa política» que Portugal adotou abrindo as suas portas à proteção de refugiados.

«Não somos dos países que tem maior número de refugiados, mas as fronteiras sempre estiveram abertas e os refugiados sempre encontraram em Portugal um povo amigo e acolhedor», vincou, elogiando esta maneira de estar no mundo «que tem sido posta em causa com manifestações de xenofobia e racismo e violações do direito internacional dos refugiados» e incapacidade para compreender os valores da solidariedade internacional.

 


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