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Congresso em Coimbra dá início a Rede Lusófona pela Qualidade de Informação
Revista PORT.COM • 10-Nov-2018
Congresso em Coimbra dá início a Rede Lusófona pela Qualidade de Informação



Uma Rede Lusófona pela Qualidade de Informação vai ser criada na próxima semana durante um congresso internacional em Coimbra, que pretende trabalhar questões como as ‘fake news’ ou a ética e a deontologia nos países de língua portuguesa.

O congresso, intitulado “Ética e Deontologia do Jornalismo no Espaço Lusófono”, realiza-se no próximo dia 13 e 14 de novembro, em vários espaços da Universidade de Coimbra, e vai contar com a assinatura do acordo para a criação da Rede Lusófona pela Qualidade de Informação.

Segundo o membro da comissão instaladora desta estrutura e presidente da comissão organizadora do congresso, Carlos Camponez, «apesar de ser um projeto que começou a ser pensado há alguns anos, as ‘fake news’ acabaram por influenciar o próprio nome da rede, em que ao afirmar ser pela Qualidade de Informação é uma forma de marcar claramente um posicionamento, uma vontade própria da rede».  

Nesse sentido, a Rede Lusófona pela Qualidade de Informação pretende centrar-se nas questões da ética e deontologia do jornalismo, mas também abordar a literacia mediática como uma forma de combater as ‘fake news’.

De acordo com Carlos Camponez, também docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, esta estrutura vai ter pelo menos um representante de uma universidade ou centro de investigação de cada um dos países de língua portuguesa (com exceção de Timor-Leste que terá um representante do Conselho de Imprensa do país).

A rede vai contar ainda com um representante da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa do Brasil, juntando-se ainda de Portugal membros do Clube dos Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas, Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e investigadores da maioria das instituições de ensino superior com cursos de comunicação social, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ainda o presidente da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau (que também é o representante da universidade do país).

«Num primeiro momento, esta estrutura pretende fazer um enquadramento da profissão bem como um levantamento de informação sobre questões de ética e deontologia nos diferentes países, procurando também desenvolver estudos comparativos», referiu Carlos Camponez.

Depois de um primeiro momento de recolha de informação e da sua disponibilização para o público em geral, a rede pretende avançar também com trabalho na área da literacia para os ‘media’.

Para o docente, quando se fala de qualidade de informação será sempre fundamental envolver também as questões da ética e da deontologia, porque se é vista como um dever para um profissional «é um direito de um leitor».

«As questões éticas e deontológicas são o núcleo da qualidade da informação. Ao centrarmo-nos nestas questões estamos a estabelecer o nosso campo de atuação. O que nos interessa é o jornalismo», disse.

O congresso internacional vai abordar questões como a autorregulação, práticas e desafios da profissão e ética no jornalismo.

As conferências inaugural e de encerramento estão a cargo do docente finlandês Kaarle Nordenstreng e do espanhol Hugo Aznar, respetivamente.


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