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Instituto Camões diz que 40 países com ensino do português é meta exequível
Revista PORT.COM • 02-Dez-2018
Instituto Camões diz que 40 países com ensino do português é meta exequível



O presidente do instituto Camões definiu como meta «ambiciosa», mas «perfeitamente exequível» alcançar os 40 países onde o português integra os currículos escolares e apontou os estados ibero-americanos como uma aposta.

«Neste momento estamos em mais de 20 países com o português integrado nos currículos de escolas públicas ao nível do secundário, por isso chegaremos sem grande esforço, daqui por quatro ou cinco anos, aos 30. Assim, passamos dos 15 que tínhamos em 2017 para 30», afirmou, em entrevista à Lusa, o embaixador Luís Faro Ramos, que cumpriu este mês um ano de mandato como presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

Para Luís Faro Ramos, a meta estabelecida pelo executivo é «ambiciosa, mas perfeitamente exequível» e ressalvou que «é evidente que isso implica um trabalho muito permanente por parte das estruturas que o Camões tem nos países». No entanto, não implica esforço financeiro adicional da parte de Portugal, assegura.

O presidente do Camões tem, porém, a esperança de que a meta estabelecida pelo executivo português seja vista «como importante pelos países, designadamente pelos do espaço ibero-americano».

«Neste momento só temos cinco países do continente sul-americano onde o português faz parte dos currículos escolares e queremos ter mais. Aí há um esforço a fazer, mas isso, repito, não implica esforço financeiro adicional. Há é um esforço muito grande a fazer de persuasão das nossas embaixadas, das nossas redes de ensino, das nossas coordenações», junto das entidades dos países, considerou.

Quando se fala de ensino da língua à diáspora portuguesa é que há responsabilidades muito diretas do Camões, que implicam, designadamente, pagar salários aos professores, explicou.

Quanto ao objetivo de chegar a mais países da América do Sul, refere, é porque está consensualizado ao nível dos Estados da «ibero américa e de Portugal e Espanha, no caso do continente europeu, que todos os países da Conferência Ibero-Americana devem ter a outra língua também».

Assim, Portugal e Brasil devem ter o espanhol e os que falam o espanhol, que são todos os outros, cerca de 20, devem ter o português [no ensino público].

O exemplo de uma parceria importante entre o Brasil e Portugal ao nível da promoção da língua é aquela que foi criada e está a arrancar para o ensino do português na escola das Nações Unidas em Nova Iorque, referiu.

Sobre a possibilidade de, com a tomada de posse de um novo Governo no Brasil, liderado por Jair Bolsonaro, em janeiro, essa realidade se poder alterar, o embaixador e presidente do Instituto Camões não considera que isso venha a acontecer.

«Já tive vários contactos com colegas meus brasileiros do ministério, que tratam da cultura e da língua, e o que ouvi foi uma vontade de prosseguir com este caminho de aproximação que temos feito», afirmou.

«Não tenho razão nenhuma para pensar que poderá haver algum tipo de descontinuidade em relação ao que temos feito com o Brasil com um novo Governo», sustentou.


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