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Gás de Moçambique vai abastecer energéticas do Japão e Reino Unido
Revista PORT.COM • 09-Fev-2019
Gás de Moçambique vai abastecer energéticas do Japão e Reino Unido



O consórcio liderado pela petrolífera Anadarko, que vai explorar gás natural no Norte de Moçambique, anunciou que vai vender 2,6 milhões de toneladas por ano (MTPA) às empresas Tokyo Gas (Japão) e Cêntrica (Reino Unido).

O contrato conjunto prevê o fornecimento a partir da data de exploração, dentro de quatro a cinco anos, até ao início da década de 2040, referiu a Anadarko em comunicado.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a petrolífera fechou um acordo de venda de gás natural à petrolífera Shell.

«Este contrato de compra conjunto inovador com a Tokyo Gas e a Centrica irá garantir um fornecimento fiável de gás natural limpo para ajudar a satisfazer a procura de energia no Japão e na Europa», disse Mitch Ingram, vice-presidente executivo da Anadarko para o pelouro Internacional, de Águas Profundas e Pesquisa.

A petrolífera pretende corresponder ao «desejo do Governo japonês para o fornecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) a longo prazo, flexível e a preços competitivos, de modo a gerir proativamente as flutuações da procura nos seus mercados domésticos e a aumentar a sua seguraça energética nacional».

Segundo a empresa, «com a expectativa de uma crescente procura de GNL em todo o mundo nos meados da próxima década, a forte reputação global da Shell em GNL, combinada com os recursos significativos e a localização geográfica favorável do gás em Moçambique, cria uma oportunidade única para disponibilizar aos clientes um fornecimento fiável a longo prazo de energia limpa».

A Anadarko prevê fechar mais contratos em breve e reafirma o objetivo de anunciar até final do primeiro semestre deste ano a decisão final de investimento no norte de Moçambique.

O projeto Mozambique LNG, operado pela Anadarko, será o primeiro empreendimento de GNL a desenvolver-se em terra, na Península de Afungi, província de Cabo Delgado, em Moçambique.

A fábrica, cujas infraestruturas de apoio estão em construção, será composta inicialmente por dois módulos capazes de produzir 12,88 milhões de toneladas por ano (MTPA) de GNL, destinado à exportação.


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