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Língua portuguesa poderá ter presença reforçada em Essuatíni
Revista PORT.COM • 17-Fev-2019
Língua portuguesa poderá ter presença reforçada em Essuatíni



A língua portuguesa poderá vir a ter presença reforçada em Essuatíni (antiga Suazilândia), pequeno país da África Austral, encravado entre Moçambique e a África do Sul, disse o cônsul-geral Frederico Silva.

Já houve «professores destacados para o ensino básico e secundário» naquele país, algo que as autoridades portuguesas pretendem «replicar em breve», referiu o diplomata residente em Maputo, Moçambique, após uma presença consular de dois dias em Essuatini.

A ideia está em estudo e surge numa altura em que o ensino do português é feito a nível superior.

«Temos presença no sistema de ensino: encontra-se destacada na [antiga] Suazilândia uma leitora do Camões [Instituto da Cooperação e da Língua], que visa dar início às aulas na Universidade de Mbabane», sublinhou à agência Lusa.

A presença da língua reflete a dinâmica da comunidade portuguesa no país: são 1.100 num país com pouco mais de um 1,3 milhões de habitantes, presentes em vários setores.

Grandes obras e minas nas décadas de 20 e 30 do século XX, no então protetorado britânico, atraíram emigrantes portugueses, que foram ficando, e aos quais se juntaram outros, mais tarde, quando a ex-colónia, Moçambique, ficou independente.

À medida que novas gerações foram nascendo, foram sendo naturalizadas.

Hoje, a comunidade portuguesa tem uma forte presença «no ramo automóvel, na construção civil e comércio, além de vários quadros» em atividade no país e, ao nível das principais marcas portuguesas, a Galp atua no retalho de combustíveis com 18 postos de abastecimento, descreveu.

«Há uma relação saudável» entre Portugal e Essuatíni, «com espaço para crescer, e a presença significativa da comunidade é um trunfo», acrescentou Frederico Silva.

As presenças consulares, como a realizada em Essuatíni, servem para prestar serviços descentralizados para matérias relacionadas com passaportes, cartões de cidadão, atos de registo civil e notariado, recenseamento eleitoral, inscrições consulares e ainda informação sobre programas de apoio social.

No caso, complementam o apoio prestado por um cônsul honorário, num país onde muitos portugueses ainda se reúnem em redor de coletividades como a Associação Portuguesa de Manzini ou o Grupo Desportivo Português de Mbabane, capital do país.


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